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Projeto Escola Sonora leva 50 apresentações gratuitas a 25 escolas públicas da Grande Florianópolis e deve alcançar mais de 10 mil estudantes em 2026. (Fotos: Amanda Ramos)
A iniciativa chega à sétima edição com programação inspirada em Hermeto Pascoal e acessibilidade em Libras
O Escola Sonora chega à sétima edição com uma proposta de aproximar crianças e adolescentes da música por meio de concertos gratuitos dentro das escolas públicas da Grande Florianópolis. Em 2026, a iniciativa prevê 50 apresentações em 25 instituições de ensino, com expectativa de atingir mais de 10 mil estudantes ao longo do ano.
Mais do que uma atividade cultural, o projeto aposta no contato direto com músicos e instrumentos como forma de ampliar repertórios e despertar a curiosidade dos alunos. A proposta é criar uma experiência acessível, especialmente para estudantes que talvez nunca tenham assistido a um concerto ao vivo ou visto instrumentos de perto.
O tema ganha força em meio às discussões sobre o papel da cultura na formação das novas gerações. Em setembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou a criação da Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, que vai de 2027 a 2036, reconhecendo a cultura como parte essencial do desenvolvimento das sociedades.
A decisão reforça uma agenda já defendida pela UNESCO, que em 2024 aprovou um marco global para a educação cultural e artística. O documento incentiva a integração das artes aos processos de ensino e defende que estudantes de diferentes realidades sociais tenham acesso às manifestações culturais como parte da formação escolar.
Nos concertos didáticos, os alunos acompanham a execução musical e também interagem com os artistas, que apresentam instrumentos, explicam sonoridades e respondem a perguntas. A ideia é transformar a apresentação em uma vivência ativa, capaz de estimular a atenção, a memória, a imaginação e a percepção sonora.
Segundo os idealizadores, Elena Ribeiro e Rafael Calegari, a escola é um espaço estratégico para ampliar o acesso à cultura, especialmente diante de barreiras como deslocamento, custo e falta de oportunidades. Ao levar a música até o ambiente escolar, o projeto amplia as chances de que os estudantes desenvolvam interesse por outros estilos, descubram novos sons e encontrem caminhos para se expressar artisticamente.
A nova temporada do Escola Sonora tem como referência a obra de Hermeto Pascoal, compositor e multi-instrumentista conhecido por transformar objetos cotidianos, sons da natureza e instrumentos tradicionais em linguagem musical. Com o tema Tudo é Som, a programação convida os alunos a perceberem que música também pode nascer do ambiente ao redor.
As atividades reúnem execução instrumental, improvisação e mediação pedagógica, com ações nos turnos matutino e vespertino em escolas de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz. O projeto também prevê acessibilidade em Libras para estudantes surdos, reforçando o compromisso com inclusão e participação cultural ampla.
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As apresentações combinam execução instrumental, improvisação, explicações didáticas e interação com o público, estimulando a criatividade e a percepção sonora. (Amanda Ramos)
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O projeto também oferece acessibilidade em Libras para a participação de estudantes surdos. (Amanda Ramos)
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