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O encontro entre a música brasileira e italiana marca a próxima edição do Terças Sonoras, no dia 6 de outubro, às 20h, no Paradigma Cine Arte. (Fotos: Divulgação)
Show une jazz, repertório autoral e referências do Brasil e da Itália em trio com Theo Ribeiro
O Terças Sonoras promove, no dia 6 de outubro, às 20h, no Paradigma Cine Arte, em Florianópolis, um encontro musical entre o baterista brasileiro Edu Ribeiro e o pianista italiano Alessandro Lanzoni. A apresentação reúne jazz, música autoral e referências populares dos dois países, em uma proposta construída a partir da improvisação e do diálogo entre os instrumentos.
O trio se completa com o jovem contrabaixista Theo Ribeiro, que adiciona uma nova camada à formação. No repertório, os músicos transitam entre composições próprias e obras de autores brasileiros e italianos, com nomes como Tom Jobim e Ennio Morricone entre as influências que ajudam a orientar a sonoridade do concerto.
Edu Ribeiro é um dos bateristas brasileiros de maior projeção internacional e tem carreira marcada por colaborações com artistas como Ivan Lins, Hamilton de Holanda, Stacey Kent, Maria Schneider, Brad Mehldau e Randy Brecker. Também é um dos fundadores do Trio Corrente e acumula participações em discos premiados e indicados ao Grammy.
Alessandro Lanzoni nasceu em Florença e construiu uma trajetória sólida no jazz, com presença constante em festivais e palcos da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia, da África e da América Latina. Além do trabalho como pianista e compositor, ele atua como solista com orquestras sinfônicas e leciona piano jazz na Itália, ao mesmo tempo em que amplia sua relação com o Brasil em novos projetos.
Theo Ribeiro representa a nova geração da música instrumental brasileira, com atuação em Campinas e São Paulo e formação em contrabaixo popular na Unicamp. O músico já participou de festivais relevantes e ajuda a ampliar o diálogo entre diferentes gerações dentro da apresentação.
Segundo a organização, o encontro traduz uma das principais ideias do Terças Sonoras: aproximar artistas de origens, formações e idades distintas em apresentações que o público dificilmente encontraria em outros circuitos. A temporada 2026 do projeto tem curadoria de Alegre Corrêa e realização da Harmônica Arte e Entretenimento, com apoio cultural e patrocínio via lei de incentivo à cultura.
Confira a entrevista com Nattan
Depois de tantos anos de carreira e de tantos palcos diferentes, o que ainda faz uma estreia, como essa da Virô Festa, despertar curiosidade ou frio na barriga em vocês?
Toda estreia tem uma energia diferente. A gente chega com aquela vontade de entender como o público vai receber a proposta, ainda mais em uma festa nova, que junta artistas e universos musicais que conversam muito. Dá um frio na barriga, sim, mas é o frio bom, que dá mais vontade de fazer acontecer e entregar uma noite especial para a galera.
O sertanejo e o forró têm públicos que muitas vezes se encontram nas mesmas festas, mas possuem histórias e identidades diferentes. O que vocês enxergam de interessante nesse cruzamento?
São gêneros diferentes, cada um com sua história, sua identidade e seu jeito de se conectar com o público. O forró tem uma força cultural muito grande, vem do Nordeste e carrega muita dança, memória e sentimento. O sertanejo também tem uma trajetória forte e fala de amor de um jeito que toca muita gente. Mas eu acho que a música hoje não precisa ficar presa em caixinhas, sabe? Eu sou um artista de forró e tenho muito orgulho disso, mas gosto de ouvir, pesquisar e trocar com outros ritmos. Acho massa quando esses encontros acontecem de verdade, porque mostram que dá para somar sem ninguém perder a sua essência. No fim, isso fortalece os dois gêneros e cria momentos diferentes para o público.
Se a primeira Virô Festa der origem a uma série de novas edições, o que vocês gostariam que permanecesse como uma espécie de “DNA” da festa, independentemente dos artistas convidados?
Acho que esse DNA pode ser justamente o encontro. Juntar artistas de gêneros diferentes, que têm suas próprias histórias, mas conseguem criar uma troca maneira no palco. Eu gosto quando a música aproxima públicos e mostra que ritmos diferentes podem somar, sem ninguém perder sua identidade.
O que representa estrear a Virô Festa justamente aqui, na Grande Florianópolis, que não é um polo mais óbvio do gênero?
Para mim, representa muito. O forró é um ritmo nordestino que, por muito tempo, enfrentou muitas barreiras para conquistar espaço em outras regiões do Brasil. Hoje, ver o ele chegando cada vez mais longe é muito gratificante. Eu tenho muito orgulho de ser um representante da nossa cultura e trabalho todos os dias para que ele seja cada vez mais reconhecido e respeitado fora do Nordeste, esteja presente em novos palcos e permaneça em evidência o ano inteiro, não só no São João. Poder levar meu show para Florianópolis e sentir esse carinho da galera é especial demais.
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