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O evento reuniu profissionais, estudantes, conselheiros, professores, lideranças e representantes de entidades da região. (Fotos: Divulgação)
Evento na UNIARP reuniu profissionais, estudantes e lideranças para discutir conduta e responsabilidade no exercício profissional
O Crea-SC realizou no dia 9 de setembro, em Caçador, o 9º Fórum de Ética Profissional, na Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP). Promovido pela Comissão de Ética Profissional do Conselho, o encontro reuniu profissionais, estudantes, conselheiros, professores, lideranças e representantes de entidades da região para debater conduta, responsabilidade e os princípios que orientam o exercício das profissões do Sistema Confea/Crea.
Participaram da mesa de autoridades representantes do Crea-SC, da UNIARP e de entidades de classe, reforçando o caráter institucional da iniciativa. A programação também contou com a presença de coordenadores de cursos, docentes e integrantes do colegiado de inspetores de Caçador, ampliando a integração entre academia e conselho profissional.
Com foco educativo e preventivo, o fórum buscou ampliar o conhecimento sobre o Sistema Confea/Crea, o Código de Ética Profissional e as condutas que podem caracterizar infrações éticas. As apresentações foram conduzidas pelos engenheiros Rodolfo Bruno Miranda de Oliveira, Janaína Karine Andreazza, Luiz Carlos Ribeiro de Liz e Gilson Gallotti.
Segundo Gilson Gallotti, a participação do público contribuiu para enriquecer o debate e confirmou o alcance dos objetivos do evento. Durante as exposições, foram mostradas as principais faltas éticas identificadas no exercício profissional e situações que podem resultar em processos no âmbito do sistema.
Entre os processos analisados em 2025, 43% estavam relacionados ao não atendimento adequado ao Juízo em casos de perícia judicial. A suspensão injustificada da execução de obra ou prestação de serviço correspondeu a 17%, enquanto falsificação de documentos ou falsidade ideológica representaram 13,5%.
O descumprimento dos deveres de ofício respondeu por 8% dos casos, e a execução de obra ou prestação de serviço com qualidade insatisfatória, por 3%. A exorbitância de atribuições somou 2%, e outros motivos ficaram com 13,5%. No período, a Comissão de Ética Profissional contabilizou 133 processos e 186 sugestões de parecer encaminhadas às Câmaras Especializadas nos últimos três anos.
As discussões também abordaram os impactos das atividades profissionais sobre as cidades, o meio ambiente e as futuras gerações. O fórum reforçou que uma obra ou serviço vai além do local de execução, afetando mobilidade, segurança, relações sociais, ambiente e o futuro das comunidades.
Outro ponto enfatizado foi a importância da atualização contínua, já que a desatualização pode comprometer a segurança e a precisão dos serviços. A atuação multiprofissional também foi destacada como uma prática que exige diálogo, integração e responsabilidade compartilhada entre os profissionais envolvidos.
Na abertura técnica, o conselheiro Rodolfo de Oliveira apresentou informações sobre a estrutura e a atuação do Sistema Confea/Crea. Em seguida, Janaína Andreazza e Luiz Carlos de Liz trataram do Código de Ética Profissional, enquanto Henrique Schüberle, coordenador regional do CreaJr de Caçador, fez um breve anúncio sobre o evento Macro Contestado.
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Para o engenheiro Gallotti, os objetivos do Fórum foram alcançados. (Divulgação)
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No período, a Comissão de Ética Profissional contabilizou 133 processos, além de 186 sugestões de parecer encaminhadas às Câmaras Especializadas nos últimos três anos. (Divulgação)
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Entre os temas apresentados esteve a responsabilidade diante dos impactos das atividades profissionais sobre as cidades, o meio ambiente e as futuras gerações. (Divulgação)
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A discussão sobre ética profissional também abordou os princípios que devem acompanhar a atuação dos profissionais ao longo de toda a carreira. (Divulgação)
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