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Realizado anualmente entre 2013 e 2022, inclusive com edições internacionais, o seminário será retomado em 2026 no dia 23 de setembro, na sede da CNI. (Fotos: Shutterstock)
Evento gratuito discute desafios e soluções para ampliar a competitividade das micro e pequenas empresas
Estão abertas as inscrições para o 10º Seminário Pense nas Pequenas Primeiro, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O encontro vai discutir formas de ampliar a competitividade dos pequenos negócios.
Realizado anualmente entre 2013 e 2022, inclusive com edições internacionais, o seminário será retomado em 2026. A 10ª edição ocorre no dia 23 de setembro, na sede da CNI, com entrada gratuita. Os interessados devem fazer a inscrição pela internet.
“A volta do seminário reforça o compromisso da indústria com a construção de um ambiente de negócios mais favorável aos pequenos empreendimentos e com a promoção de iniciativas que ampliem sua capacidade de inovar, crescer e competir”, afirma o gerente de Política Econômica da CNI, Kleber de Castro.
Para o Sebrae, o evento também faz parte de uma agenda conjunta voltada à competitividade das pequenas empresas industriais.
“O Juntos pela Indústria reforça uma agenda de atuação integrada entre Sebrae, CNI e os sistemas estaduais para ampliar a competitividade dos pequenos negócios industriais. O seminário é mais um espaço importante dessa construção, porque coloca no centro do debate desafios que impactam diretamente essas empresas, como acesso a crédito e mercados, produtividade, ambiente de negócios e redução do Custo Brasil”, afirma Fábio Krieger, gerente de Competitividade do Sebrae.
Pequenos negócios representam 93% das empresas do país
Dados do Sebrae, com base em registros da Receita Federal, apontam que, em julho deste ano, os 24,6 milhões de pequenos negócios representavam 93% das empresas do país.
No setor industrial, a participação é semelhante: as micro e pequenas empresas representam 92% dos estabelecimentos, o equivalente a 2,16 milhões de empresas. O peso das micro e pequenas empresas também aparece na geração de empregos e renda. Segundo a RAIS, elas respondiam, em dezembro de 2023, por 51% dos empregos formais e 41% da massa salarial paga no país.
Na indústria, o impacto também é expressivo. As micro e pequenas empresas respondem por 42% dos empregados do setor e pagam R$ 9,7 bilhões em salários por mês quase um terço da remuneração paga pela indústria brasileira.
“Os números mostram que as micro e pequenas empresas não são apenas numerosas: elas têm impacto direto na geração de emprego, renda e desenvolvimento nos territórios. Quando um pequeno negócio se torna mais produtivo, inovador e competitivo, os efeitos alcançam toda a cadeia econômica. Por isso, melhorar o ambiente de negócios e ampliar o acesso a conhecimento, tecnologia, crédito e mercado são agendas essenciais para o crescimento sustentável do país”, destaca Fábio Krieger, gerente de Competitividade do Sebrae.
Apesar de avanços como a criação do Simples Nacional, a ampliação dos mecanismos de simplificação e o fortalecimento de iniciativas de apoio ao empreendedorismo, as micro e pequenas empresas ainda enfrentam obstáculos estruturais que dificultam seu crescimento, explica Kleber de Castro, gerente de Política Econômica da CNI.
“O Custo Brasil penaliza as micro e pequenas empresas. Elas perdem muito tempo para apurar e pagar tributos e são asfixiadas pelo excesso de burocracia. Além disso, têm dificuldade para oferecer garantias reais nas operações de crédito, o que aumenta a percepção de risco pelas instituições financeiras e encarece o financiamento. Sem fôlego para investir e aumentar a produtividade, as MPEs não conseguem crescer e conquistar novos mercados”, afirma Kleber de Castro.
Para discutir alternativas a esses gargalos, representantes dos setores público e privado, especialistas e empresários participarão do seminário. A programação será organizada em torno de quatro temas relacionados à competitividade e ao crescimento dos pequenos negócios:
Reforma Tributária: preparando as pequenas para o novo sistema;
Caminhos para ampliar o acesso ao crédito das pequenas empresas;
Competitividade e acesso a mercados: novas oportunidades e desafios;
Custo Brasil: reduzindo barreiras para o crescimento.
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