FIESC reúne governo e cientistas para reforçar prevenção e planejamento diante dos eventos extremos

A indústria catarinense passou a discutir de forma mais direta como os eventos climáticos extremos afetam a produção, a logística e a competitividade. Em reunião promovida pela FIESC na terça-feira (28), representantes do setor produtivo, do Governo do Estado e da comunidade científica defenderam que a adaptação às mudanças do clima precisa fazer parte da estratégia das empresas e envolver toda a cadeia de valor.

O presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, José Lourival Magri, apresentou o Guia da Indústria para Adaptação às Mudanças do Clima, da CNI, e destacou que o tema não se limita ao que acontece dentro das fábricas. Segundo ele, fornecedores, transporte, distribuidores e até consumidores precisam ser considerados no planejamento para reduzir perdas e proteger investimentos.

Magri explicou que a adaptação passa pela avaliação de riscos como inundações, escassez hídrica e deslizamentos, além de investimentos em eficiência no uso da água e da energia. Também apontou a importância de inovação e monitoramento climático para reduzir impactos e fortalecer a resiliência das empresas diante de situações adversas.

De acordo com o dirigente, adaptar-se às mudanças climáticas também significa manter a atividade econômica mais segura e competitiva no longo prazo. A ideia é antecipar problemas que podem comprometer a operação industrial e evitar prejuízos maiores em cenários de eventos extremos mais frequentes.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta, afirmou que a adaptação climática precisa ser incorporada tanto às políticas públicas quanto ao planejamento das empresas. Ele lembrou que enchentes, seca e outros eventos extremos afetam o abastecimento de água, a oferta de energia, a logística e a própria produção industrial.

Entre as ações do governo citadas no encontro estão o programa AdaptaCidades, voltado ao planejamento municipal para enfrentamento das mudanças climáticas, além do monitoramento dos recursos hídricos, de planos de contingência e de iniciativas de apoio aos municípios. Para o secretário, a indústria deve identificar suas vulnerabilidades e tratar a adaptação como parte da sua estratégia de desenvolvimento.

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