A tecnologia reduz custos, encurta prazos e já aparece em projetos rodoviários importantes no país

Santa Catarina tem sido um dos estados onde o governo e o setor de engenharia apostam no uso do EPS, conhecido popularmente como isopor, como material de aterro leve. A solução vem ajudando a reduzir custos, encurtar prazos de execução e melhorar o desempenho de obras em estradas. 

O evento, que é um dos principais da construção civil no país, vai reunir especialistas para discutir aplicações e benefícios do uso do EPS em soluções geotécnicas, durante a FENACON 2026, em Florianópolis, no dia 23 de julho.

Na prática, o material substitui aterros convencionais em projetos que exigem menor peso sobre o solo, especialmente em regiões com solos moles ou áreas com risco de recalque. Isso permite acelerar a obra e diminuir a necessidade de intervenções mais complexas no terreno.

Geofoam é uma solução geotécnica composta por blocos de poliestireno expandido de baixa densidade, usada como preenchimento ultraleve em diferentes aplicações de engenharia. No Brasil, a tecnologia é comercializada pela Termotécnica com a marca Soloforte.

Entre as aplicações estão aterro de solos moles, alívio de cargas em cabeceiras de pontes, elevação de cota e ampliação de áreas utilizáveis. O sistema também se destaca pela baixa absorção de água e por não ser higroscópico, o que favorece o desempenho quando combinado com soluções adequadas de drenagem.

Uma das principais vantagens do EPS é a redução significativa da carga aplicada ao solo, o que ajuda a minimizar riscos de recalques em pavimentos e estruturas viárias. Além disso, a obra tende a ficar mais limpa, seca e rápida, com menor consumo de energia e redução do efetivo de mão de obra.

O baixo peso também facilita o transporte e a logística de execução, tornando o processo mais eficiente. Em comparação com aterros tradicionais, o uso de EPS reduz o tempo necessário para acomodação e estabilização do solo, que costuma ser influenciado pelas condições climáticas.

Segundo o engenheiro Pedro Scatena, a tecnologia já está consolidada em importantes obras de infraestrutura no país. Ele cita, por exemplo, a duplicação da BR-101 em Goiana, em Pernambuco, onde blocos de EPS foram usados no lote 6 em parceria com o DNIT e com atuação do Exército Brasileiro.

No entendimento do especialista, a solução é especialmente importante em regiões aluviais e de manguezais, onde aterros convencionais podem provocar recalques excessivos ou até rupturas da estrutura. O uso do EPS permite maior estabilidade da via ao longo do tempo e segue padrões já adotados internacionalmente.

Santa Catarina como referência e a longevidade da solução
O uso da tecnologia em Santa Catarina também se destaca em obras como a interseção entre a SC-486 e a BR-101, em Itajaí, além de outras rodovias estaduais. Esses projetos reforçam o papel do estado como um dos pioneiros na adoção de soluções geotécnicas com EPS no Brasil.

De acordo com a Termotécnica, a vida útil estimada dessas estruturas supera 50 anos e pode ultrapassar 100 anos, conforme as condições de projeto e execução. A técnica, usada desde a década de 1970 em países como Noruega, Japão, Estados Unidos e Chile, reúne durabilidade, desempenho e agilidade para obras de infraestrutura.

O tema será abordado em um painel durante a FENACON 2026, em Florianópolis, no dia 23 de julho. O evento, um dos principais da construção civil no país, vai reunir especialistas para discutir aplicações e benefícios do uso do EPS em soluções geotécnicas.

Pedro Scatena, engenheiro civil e especialista de negócios da Termotécnica, deve detalhar a tecnologia e seus diferenciais durante a apresentação. A expectativa é mostrar como o material vem se consolidando como alternativa eficiente para obras mais rápidas, estáveis e econômicas.

Siga-nos no Google notícias

Google News

Tags

  • aterro leve
  • br-101
  • EPS
  • FENACON 2026
  • geofoam
  • Infraestrutura
  • isopor
  • obra rodoviária
  • Santa Catarina
  • Termotécnica