Representantes de federações e associações comerciais de todo o país encontraram-se na sede da FACISC, em Florianópolis, com o objetivo de fortalecer o setor

 

O associativismo consolida-se como um dos pilares do avanço econômico nacional, mantendo um vínculo direto com os pequenos negócios. Segundo dados da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) – entidade que engloba 27 federações e 2,3 mil associações – as micro e pequenas empresas somam mais de 23,4 milhões de empreendimentos. Esse montante equivale a 93,8% do tecido empresarial do país, gerando metade dos postos de trabalho formais e respondendo por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB).


Esses indicadores foram apresentados durante o 4º Encontro Nacional de Fortalecimento do Associativismo, que ocorreu na sede da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), em Florianópolis. Organizado pela CACB em parceria com a FACISC, o fórum evidenciou o empenho do setor em aperfeiçoar suas estruturas organizacionais. A meta é ampliar a representatividade das entidades nas esferas municipal, regional e federal, convertendo o alinhamento institucional em ações concretas, sobretudo no cenário político.


Como um bloco articulado, as entidades buscam participação ativa em debates nacionais de grande impacto, tais como a reforma tributária, a revisão das regras do Simples Nacional e a discussão acerca da jornada de trabalho. Essa atuação exige um monitoramento contínuo junto ao Congresso Nacional. O grupo também se mobiliza contra medidas que possam prejudicar o comércio local, a exemplo da recente isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$50, política conhecida como “taxa das blusinhas”, a qual, segundo a CACB, beneficia corporações estrangeiras em detrimento dos pequenos comerciantes brasileiros.


O presidente da CACB e liderança do movimento nacional, Alfredo Cotait Neto, ponderou que é fundamental garantir equidade e isonomia para preservar a competitividade de mercado entre os produtos fabricados no Brasil e os itens importados. Ao abordar tópicos estratégicos, Cotait defendeu uma mobilização coordenada para sustentar as pautas do setor. Ele ressaltou a necessidade de estruturar o sistema preservando a independência de cada associação e federação, bem como da própria confederação.


De acordo com o dirigente, que também lidera a federação paulista (FACESP) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), uma organização interna sólida amplia a força da base associativa. Ele relembrou, ainda, que o modelo associativista é autônomo, movido por incentivos próprios e totalmente desvinculado de verbas públicas ou governamentais.


O evento reuniu por volta de 100 lideranças na capital catarinense, incluindo os presidentes das entidades que compõem o G50+, grupo que reúne as associações comerciais de maior representatividade do país, além de presidentes de federações regionais.


Durante a programação, o presidente da FACISC, Elson Otto, e o superintendente da entidade, Rodrigo Busana, detalharam a atuação institucional da Federação em solo catarinense. Eles evidenciaram projetos de suporte às associações locais, com destaque para o programa Voz Única, iniciativa que mapeia as principais demandas do empresariado de Santa Catarina para estreitar os canais de diálogo com a classe política.


Debate sobre Influência Política e Resultados Práticos

Na mesa de debates intitulada “Pautas políticas na prática: Influência que vira resultado”, os painelistas discutiram estratégias para transformar a capilaridade regional das associações em uma pressão política coordenada que melhore o ambiente de negócios. O debate contou com a participação de Gerson Guariente, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil); Flávio Furlan, presidente da Federação do Paraná (FACIAP); Paulo Cavalcanti, presidente da Federação da Bahia (FACEB); e Isan Anijar, presidente da Associação Comercial do Pará (ACP). A mediação foi conduzida por João Andrade, diretor de Relações Institucionais da CACB. O encontro também registrou expressiva presença de lideranças locais, como Rita de Cássia Conti, vice-presidente da Facisc, e Célio Bernardi, presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF).


Eixos Estratégicos e Planos de Comunicação do G50+


A condução dos trabalhos gerais ficou a cargo do coordenador executivo do G50+, Rodrigo Geara, que detalhou os eixos estratégicos do grupo. No campo da Governança, o foco está em promover a aproximação e o fortalecimento mútuo entre federações e associações. Na área de Relações Governamentais, a proposta é criar fluxos de trabalho práticos, valorizando ferramentas como a Rede Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Já no eixo de Desenvolvimento de Lideranças, o objetivo é estabelecer uma unidade de atuação entre as entidades parceiras. Por fim, a vertente de Comunicação Integrada visa estruturar uma rede de difusão para dar visibilidade ao associativismo em âmbito nacional.


A diretora de Comunicação da CACB, Monica Monteiro, ao lado da gestora da área, Indiara Oliveira, exibiu os planos de mídia voltados à divulgação das atividades do sistema. O planejamento abrange inserções em emissoras de rádio, portais de notícias e veículos de imprensa em geral. No encerramento, o diretor de Relações Governamentais da CACB, João Andrade, reiterou que a coordenação política contínua é vital para dar eficiência à comunicação e assegurar a conexão entre todos os componentes da rede associativa.

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