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Dirigentes sindicais debateram cenário econômico, ações do trimestre e oportunidades na Base Industrial de Defesa, além do novo mapa estratégico da federação
Em um encontro realizado de forma on-line, a Vice-Presidência Regional Oeste da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reuniu, nesta quarta-feira (15) os dirigentes dos sindicatos patronais da indústria – Simovale, Sindiplasc, Sinduscon AMAI, Sinduscon, Sindialimentos, Simmex, Sicec e Simec. Na ocasião, foram apresentadas as ações da nova gestão da FIESC, oportunidades da indústria no mercado de defesa e ouvidos os participantes.
O Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (CONDEFESA) participou da reunião e apresentou sobre como a indústria pode fornecer produtos e serviços ao Exército. O mercado de defesa vive um ciclo de expansão no mundo, impulsionado pelo aumento de tensões geopolíticas, conflitos e pela crescente competição entre países. O panorama internacional mostrou que, em média, 2,5% do PIB mundial é destinado à defesa e que, em cenários de conflito, esse patamar pode superar 5% e chegar a mais de 30% do PIB. O encontro citou que o setor exporta para 140 países, reúne 80 empresas exportadoras e já representa 3,49% do PIB, com um recorde de exportações em 2025, de US$ 3,10 bilhões. Também foram mencionadas linhas de apoio para pesquisa, desenvolvimento e inovação: R$ 700 milhões para ICTs e R$ 1,1 bilhão para empresas, em um horizonte de cinco anos.
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A apresentação reforçou ainda o tamanho do mercado institucional do Exército como vetor de oportunidades: são 661 organizações militares, efetivo superior a 200 mil militares, 76 mil incorporados no Serviço Militar Inicial, além de orçamento estimado em R$ 60 bilhões em 2025. O planejamento contempla 14 programas estratégicos, com investimento de R$ 1,92 bilhão em 2025, sinalizando espaço para a participação de diferentes setores produtivos de automotivo e alimentos a TI, saúde, máquinas e metalmecânica no fornecimento ao Ministério da Defesa.
O vice-presidente regional Oeste da FIESC, *Waldemar Antônio Schmitz*, ouviu os sindicatos patronais sobre demandas dos setores e ações do primeiro trimestre, também comentou a situação econômica e parabenizou o posicionamento de cada presidente. “Precisamos manter a união, equilíbrio e harmonia em prol do desenvolvimento da indústria e da região. O futuro é de tecnologia, inovação e abertura de mercados, e a competitividade da indústria do oeste depende de investimento em pessoas, modernização dos processos e capacidade de gerar valor com qualidade e agilidade. ”
O gerente executivo do SESI, SENAI e IEL na regional Oeste, *Jardel Carminatti*, abordou o novo mapa estratégico da FIESC para a gestão 2025–2028, presidida por *Gilberto Seleme*. O documento tem como princípio norteador ‘Pessoas, Alianças e Impacto’ e orienta a atuação da federação a partir de uma missão de fortalecer a indústria catarinense por meio do desenvolvimento de pessoas e da construção de alianças, com reflexos na competitividade, no crescimento e no bem-estar da sociedade. A visão projeta Santa Catarina como um dos territórios industriais mais humanos, inovadores e competitivos do mundo.
Segundo a apresentação, o mapa organiza prioridades em cinco frentes: Educação, Talentos e Futuro do Trabalho; Integração, Alianças e Voz da Indústria; Competitividade, Inovação e Transformação Digital, com meta de posicionar a indústria catarinense entre as mais competitivas até 2031; Impacto Social e Qualidade de Vida; e Modelo de Gestão, Cultura e Foco no Cliente, com ênfase em simplificação, integração e aprendizado contínuo.
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