Especialistas e gestores destacam integração entre governos e planejamento como caminhos para enfrentar o déficit habitacional em SC

 

O segundo dia de seminários que integram a programação do CREA Summit 2026, em Balneário Camboriú, reforçou a urgência de soluções integradas para o déficit habitacional em Santa Catarina. O tema, segundo o presidente da FECAM e prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, atravessa todos os municípios. “É um tema latente em qualquer município do estado, independente do tamanho”, afirmou na abertura do 2 Seminário de Habitação e Interesse Social.

A agenda técnica faz parte da programação oficial do CREA Summit 2026, que teve início na quinta-feira (26) com seminários temáticos organizados pelas comissões do CREA-SC. Os eventos contam com apoio institucional e financeiro do Confea e da Mútua.

Na capital, o desafio é expressivo: um déficit estimado em 20 mil famílias. A estratégia passa por iniciativas como o programa Casa Catarina e o “Floripa para Todos”, além da priorização de moradias em áreas centrais. “Nós temos que crescer, o que precisamos fazer é organizar esse crescimento. A migração que recebemos de outros estados é muito forte”, destacou o prefeito, ao lembrar que o estado recebeu 354 mil novos moradores nos últimos cinco anos.

A secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, Adeliana Dal Pont, apresentou as diretrizes do programa Casa Catarina, que já conta com adesão de 81% dos municípios. A proposta garante moradia às famílias e, após dez anos, a titularidade do imóvel. A atuação conjunta foi apontada como essencial para enfrentar o problema de forma estruturada.

No painel sobre experiências municipais, a secretária de Habitação de Joinville, Tereza Couto, ressaltou que o déficit habitacional é histórico no país e exige mais do que construção de casas. “Precisamos que as novas famílias que vão surgindo também possam prosperar”, afirmou. Segundo ela, o uso de dados tem sido fundamental para projetar demandas e orientar políticas públicas, em um cenário em que mais de 22 mil famílias aguardam por moradia na cidade.

A regularização fundiária também foi destaque como instrumento de inclusão social. “Não é só titulação. É dignidade. Retirá-lo da invisibilidade institucional”, pontuou o registrador Dionata Luís Holdefer, ao abordar os entraves burocráticos que impactam processos de Reurb.

Encerrando a agenda, o debate sobre certificações e novas tecnologias construtivas evidenciou a necessidade de atualização do setor frente à inovação, com o uso de métodos como steel frame e paredes de PVC.

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