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O Movimento Mulheres chegou à terceira edição após encontros que já abordaram temas como longevidade, etarismo e menopausa. (Fotos: Divulgação)
Durante a conversa, foram abordados temas como sobrecarga feminina, saúde emocional e os desafios enfrentados ao longo das diferentes fases da vida
A saúde mental, o autocuidado e o acolhimento foram os temas centrais do 3º encontro do Movimento Mulheres, realizado na noite de terça-feira (18), no bairro Estreito, em Florianópolis.
Criado pela ex-deputada e atual secretária-geral da Alesc, Marlene Fengler, o movimento reuniu mais de 60 participantes e se consolida como um espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento feminino.
Nesta edição, participaram a psiquiatra Armanda Rufino, com mais de 28 anos de atuação na Capital, e a ginecologista Ivana Fernandes Souza, com três décadas dedicadas à saúde da mulher.
Durante a conversa, foram abordados temas como sobrecarga feminina, saúde emocional e os desafios enfrentados ao longo das diferentes fases da vida. As especialistas também responderam perguntas do público, em um ambiente de diálogo e proximidade.
Armanda Rufino destacou o impacto da pressão cotidiana sobre as mulheres. “A exigência de dar conta de tudo pode levar ao adoecimento. As mulheres adoecem porque são fortes demais e suportam além do limite, o que pode resultar em doenças como a depressão, que hoje atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo”, afirmou.
Já Ivana Fernandes Souza reforçou a importância de uma visão integral da saúde. “Muitos sintomas físicos estão ligados ao contexto de vida. É preciso parar e refletir: como está a minha vida? Cada fase exige um olhar diferente, e aceitar o envelhecimento como parte natural é fundamental para viver bem”, disse.
Idealizadora do movimento, Marlene Fengler ressaltou que a proposta é criar espaços de apoio e identificação. “Existe uma expectativa silenciosa de que a mulher dê conta de tudo, o que gera um cansaço muitas vezes invisível. O Movimento Mulheres nasceu para promover mais compreensão entre nós”, afirmou.
O grupo chega à terceira edição após já abordar temas como longevidade, etarismo e menopausa. A iniciativa busca ampliar o debate sobre questões do cotidiano feminino, com informação acessível e troca de experiências.
A próxima edição está prevista para 13 de maio, em local a ser definido. A proposta é expandir o movimento para outras regiões de Santa Catarina.
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