Representantes do setor destacaram que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, mas que os produtores vivem um momento de pressão econômica

A situação enfrentada pelo setor orizícola catarinense, especialmente diante da queda no preço e da proximidade do início da colheita, foi tema de reunião do setor produtivo com o governador Jorginho Mello. O encontro, realizado na quarta-feira (14), reuniu lideranças da Câmara Setorial do Arroz de Santa Catarina, entre eles o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

Representantes do setor destacaram que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, mas que os produtores vivem um momento de pressão econômica. Segundo as lideranças, os valores praticados no mercado não cobrem os custos de produção. Parte das demandas também deverá ser levada ao governo federal.

Pedrozo reforçou que o momento preocupante é vivido pela cadeia do arroz em todo o Brasil. Segundo ele, em 2025 o setor enfrentou um cenário extremamente desafiador, com queda de 37,5% nos preços em relação a 2024. O recuo foi provocado, principalmente, pelo expressivo aumento da oferta, que pressionou as cotações e comprometeu a rentabilidade dos produtores.

O dirigente ressaltou que diante desse contexto, o Sistema CNA atuou no âmbito da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apoiando a adoção de medidas para o escoamento da produção. “Como resultado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apoiará o escoamento de 444,9 mil toneladas de arroz da safra 2024/2025, com foco nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, afirmou.

Durante a reunião, as lideranças entregaram ao governador um documento assinado com reinvindicações da cadeia produtiva. Jorginho Mello frisou que Santa Catarina é referência em diversas áreas justamente por valorizar quem produz e reforçou que o Governo do Estado tem trabalhado para criar condições, dentro das políticas públicas estaduais, que apoiem os diferentes segmentos da economia catarinense. Ele também enfatizou que todas as reivindicações apresentadas serão analisadas com atenção. As demandas já foram encaminhadas para a Secretaria Estado da Fazenda para avaliação.

“Vamos analisar as solicitações apresentadas e buscar o melhor caminho possível, dentro das competências do Estado, para contribuir com o setor”, afirmou o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, que também participou da reunião.

Participaram, ainda, o deputado estadual e coordenador da Câmara Setorial do Arroz, José Milton Scheffer, e o prefeito de Tubarão, Estener Soratto.

DEBATES SÃO REALIZADOS DESDE 2025

A situação crítica do arroz vem sendo pauta de debates desde o ano passado. Um dos últimos encontros ocorreu em Criciúma e foi promovido pela Câmara Setorial do Arroz, a partir de proposição do deputado estadual Zé Milton.

Na ocasião, as principais deliberações foram a realização de uma audiência de mobilização ao final da safra 2025/2026, a defesa da isenção do ICMS no Estado por pelo menos um ano e a análise da formação do preço do arroz, com estudo sobre a possibilidade de revisão do preço mínimo.

Outras medidas importantes foram elencadas: a diferenciação do arroz nacional em relação ao produto importado, especialmente na rotulagem, a avaliação de ajustes na área plantada, o estímulo ao consumo interno por meio de campanhas, o fortalecimento das exportações como forma de escoar excedentes, a necessidade de novas rodadas dos prêmios para a safra 2025/202 e, o retorno do subsídio ao seguro agrícola.

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