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A menos de um mês para o 1º turno das Eleições Gerais de 2026, a ACATE reforça as propostas do setor de tecnologia para os candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina. (Fotos: Divulgação)
Associação defende medidas para ampliar inovação, empreendedorismo e competitividade no estado
A ACATE apresentou aos candidatos ao Governo de Santa Catarina um conjunto de 10 compromissos para impulsionar empreendedorismo, inovação e desenvolvimento tecnológico no estado. A iniciativa foi construída em conjunto com os oito Polos Regionais da associação e busca contribuir com o debate público de forma democrática, transparente e apartidária.
A entidade também se colocou à disposição para reuniões e apresentação das reivindicações na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Segundo a ACATE, as agendas de relacionamento institucional no período eleitoral priorizam candidatos à Presidência, ao Governo e ao Senado, conforme a legislação vigente.
Ao defender suas propostas, a associação destaca a relevância do setor para a economia catarinense. De acordo com o Observatório ACATE, a tecnologia faturou R$ 47,9 bilhões em 2025, valor equivalente a 8% do PIB do estado. Santa Catarina reúne mais de 34,2 mil empresas de tecnologia e cerca de 145 mil profissionais atuando na área.
Os números também mostram a expansão recente do segmento, que cresceu 83,3% em relação a 2021. Com isso, o estado ocupa a 6ª posição nacional em faturamento no setor e aparece como o 2º maior polo de geração de empregos em tecnologia no país.
Entre as prioridades listadas pela ACATE, está o fortalecimento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, com recursos para manter programas e desenvolver novas ações, além da construção do Plano Estadual de CT&I. A entidade também pede que a Fapesc destine mais recursos para iniciativas voltadas a centros de inovação, polos regionais, incubadoras, deeptechs, internacionalização e digitalização de pequenas empresas.
A agenda inclui ainda a criação de programas de formação de talentos em inteligência artificial e empreendedorismo, além de estímulo às compras públicas de soluções tecnológicas catarinenses por meio do Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI). Outro ponto é a manutenção e ampliação do Pronampe Inovação, linha de crédito voltada a micro e pequenas empresas inovadoras.
O documento também propõe mais esforços para atrair investimentos, instalar laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e ampliar a presença internacional das empresas catarinenses. A lista inclui a consolidação de Santa Catarina como sede de eventos globais de tecnologia, o uso estratégico do Sapiens Parque e o fortalecimento da governança da Rede Catarinense de Centros de Inovação.
Assinam o documento os Polos Regionais ACATE da Grande Florianópolis, BLUSOFT, CETUS, DEATEC, NIAVI/ACIRS, ORION, NuTI/ACII e SOFTVILLE. A articulação regional, segundo a associação, é parte do esforço para integrar ecossistemas locais e planejar o desenvolvimento de longo prazo da inovação em Santa Catarina.
Além de fortalecer o ambiente interno, a ACATE quer apoiar a preparação de empresas para atuar fora do país e ampliar conexões com mercados globais. Programas como o ACATE Global Gateway são citados como referência para acelerar a internacionalização e ampliar a competitividade das empresas catarinenses no cenário mundial.
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