Documento reúne medidas para fomento à inovação, formação de talentos em IA, investimentos, crédito, internacionalização e compras públicas

A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) apresentou uma agenda com propostas para orientar ações do governo do estado voltadas ao desenvolvimento do setor de tecnologia. O documento será entregue a candidatos ao governo de Santa Catarina nas eleições de 2026 e reúne medidas consideradas prioritárias para fortalecer o ecossistema de inovação catarinense.

Segundo a entidade, a iniciativa busca estimular políticas públicas continuadas para ciência, tecnologia, empreendedorismo e transformação digital, com planejamento de longo prazo e integração entre governo, academia, setor privado e sociedade civil.

SC é o 3º maior polo de geração de empregos em tecnologia do país

As propostas são reforçadas pelos números do Observatório ACATE. Em 2024, o setor de tecnologia registrou faturamento de R$ 42,5 bilhões em Santa Catarina, o equivalente a 7,75% do PIB catarinense. O estado soma mais de 29,3 mil empresas de tecnologia e 134,3 mil pessoas empregadas no segmento.

Santa Catarina ocupa a 5ª posição nacional em faturamento no setor e é o 3º maior polo de geração de empregos em tecnologia do país. Para a ACATE, esse desempenho mostra o potencial de expansão do ecossistema e a necessidade de medidas que sustentem o crescimento nos próximos anos.

A agenda apresenta dez compromissos para candidatos ao governo. Entre eles estão o fortalecimento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, com recursos para programas contínuos e elaboração do Plano Estadual de CT&I, além da destinação de verbas da Fapesc para centros de inovação, polos regionais, incubadoras, deeptechs e formação de talentos.

O documento também propõe programas de capacitação em inteligência artificial e empreendedorismo, expansão de compras públicas inovadoras, ampliação do Pronampe Inovação e atração de investimentos nacionais e internacionais. A lista inclui ainda apoio à internacionalização de empresas catarinenses, consolidação do estado como sede de eventos globais, valorização do Sapiens Parque e fortalecimento da governança da Rede Catarinense de Centros de Inovação.

De acordo com o presidente da ACATE, Diego Ramos, a agenda defende um trabalho estratégico e alinhado aos interesses econômicos do estado. Ele afirma que estudos da entidade indicam a possibilidade de o setor alcançar faturamento de R$ 238,9 bilhões até 2066, com mais de 300 mil empregos diretos e cerca de 130 mil empresas no ecossistema.

A ACATE afirma que, desde sua fundação há 40 anos, atua em articulação com o poder público para criar ambientes favoráveis ao empreendedorismo e à inovação. O documento com as propostas está disponível para leitura no link divulgado pela entidade.

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