Ferramenta organiza projetos, equipes e avaliações em um único ambiente digital

Em vez de dispersar informações entre formulários, planilhas, e-mails e grupos de mensagens, a TXM Catalyst reúne em um único ambiente digital todas as etapas de programas universitários de inovação e empreendedorismo. O estudante informa curso, período e habilidades, cria um projeto ou procura iniciativas abertas para se candidatar, e depois acompanha a formação da equipe e a evolução da proposta.

Segundo a TXM Methods, a ferramenta nasceu para resolver uma dificuldade de gestão que aparece quando universidades ampliam esse tipo de programa. Com o crescimento das iniciativas, participantes, ideias, equipes, submissões, avaliações e resultados acabam espalhados em sistemas diferentes, o que dificulta o acompanhamento e a tomada de decisão.

Em Criciúma, 191 estudantes vão concluir a graduação neste semestre com um empreendimento em desenvolvimento no lugar do trabalho de conclusão de curso escrito. Eles estão distribuídos em 48 projetos dentro da plataforma, que foi adotada pela UniSATC em parceria com o Sebrae.

O Empreendimento de Conclusão de Curso existe na instituição desde 2019, mas ganhou novo formato em 2025. Agora, a disciplina de Projeto Final de Curso tem duas modalidades: a PFC1, com o trabalho tradicional e artigo científico ao longo de dois semestres, e a PFC2, voltada à abertura de negócios, criação de soluções de mercado ou resolução de problemas corporativos.

A universidade exige equipes interdisciplinares de até cinco pessoas, com participação de alunos de 10 cursos, como Engenharia de Software, Design, Publicidade e Propaganda e diferentes engenharias. Para a coordenação, a formação dos grupos dentro da própria plataforma ajuda especialmente estudantes mais tímidos e também reduz a barreira do deslocamento, já que grande parte trabalha durante o dia.

Entre os projetos da UniSATC está a Matê, liderada pela estudante de Design Manuela Córdova da Silva. A proposta é criar uma nova forma de consumir cafeína a partir da erva-mate, aproximando esse produto tradicional de uma experiência mais ligada ao universo dos cafés.

A ideia já vinha sendo desenvolvida havia quase dois anos antes de entrar no programa. Hoje, o projeto avança na terceirização do primeiro protótipo, já tem branding estruturado e está em processo de registro no INPI. Para a estudante, o principal impacto foi transformar uma vontade antiga em compromisso com prazos, entregas e responsabilidades.

A TXM Catalyst também foi usada na terceira edição do InovAção UFRJ, que reuniu 295 inscritos e 65 equipes. Na universidade, a plataforma facilitou a conexão entre estudantes de diferentes campi, cursos e cidades, segundo a coordenação do programa.

Antes, apenas equipes prontas podiam se inscrever. Com o novo modelo, quem ainda não tinha ideia pôde entrar, procurar um time e participar da construção de um projeto desde o início. A mudança ampliou as possibilidades de colaboração e ajudou a reunir perfis complementares no mesmo ambiente.

A TXM Methods desenvolve metodologias de inovação aberta que cobrem da ideia inicial à gestão estratégica de projetos. Criada pelo professor Luiz Salomão Ribas Gomez, a empresa trabalha com programas de empreendedorismo, inovação social, inovação corporativa e transformação organizacional, apoiada no conceito da Quádrupla Hélice da Inovação.

Segundo dados da própria empresa, a atuação já alcançou as 27 unidades da Federação, com milhares de pessoas formadas e projetos acompanhados. A expansão da plataforma em universidades mostra como ferramentas digitais podem simplificar processos, aproximar estudantes e transformar trabalhos acadêmicos em iniciativas com potencial de mercado.

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