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Márcia Sardá Espíndola, durante reunião do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) (Fotos: Divulgação)
Em apresentação ao Conselho Estadual de Educação, Márcia Sardá Espíndola ressaltou trajetória construída pelas comunidades e impacto do Sistema ACAFE no ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento regional
A história do desenvolvimento de Santa Catarina está diretamente ligada à trajetória das universidades comunitárias. Essa foi uma das principais mensagens apresentadas pela presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), Márcia Sardá Espíndola, durante reunião do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC), nesta segunda-feira (24). A secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, também participou do encontro.
Mais do que apresentar os números atuais do Sistema ACAFE, Márcia resgatou as razões que levaram à criação das instituições comunitárias há mais de cinco décadas. Em um período em que diversas regiões catarinenses ainda não tinham acesso ao ensino superior, foram as próprias comunidades que se organizaram para criar fundações e universidades capazes de formar profissionais e contribuir para o desenvolvimento local.
“Nossas universidades não chegaram às regiões depois que elas se desenvolveram. Elas participaram desse desenvolvimento. Formaram professores, engenheiros, profissionais da saúde, gestores, advogados, profissionais da tecnologia e de tantas outras áreas fundamentais para o crescimento das cidades catarinenses. E continuam fazendo isso por meio do ensino, da pesquisa e da extensão”, destacou Márcia.
Segundo a presidente, essa trajetória ajuda a compreender a dimensão que a educação comunitária alcançou em Santa Catarina. “Mais do que apresentar números do Sistema ACAFE, foi um momento para refletirmos sobre o que esses números representam para Santa Catarina. Quando olhamos para a trajetória das universidades comunitárias, percebemos que não é possível contar a história da educação superior e do desenvolvimento do Estado sem passar pela história dessas instituições”, afirmou.
Presença em todas as regiões
Atualmente, o Sistema ACAFE reúne 14 instituições comunitárias de ensino superior, aproximadamente 140 mil estudantes e está presente em 53 municípios catarinenses. São 710 cursos de graduação, além de uma ampla estrutura voltada ao ensino e à formação profissional, com 2.604 laboratórios e 155 bibliotecas.
Na formação avançada, o Sistema conta com 95 cursos de mestrado e 41 de doutorado. Ao longo de sua trajetória, as instituições já formaram 13.939 mestres e 1.985 doutores, além de reunirem 1.456 professores doutores atuando nos cursos de graduação.
Para Márcia, essa estrutura representa um patrimônio construído coletivamente ao longo de décadas. “É uma estrutura que pertence às comunidades e que se tornou um patrimônio educacional, científico e social do nosso Estado”, ressaltou.
Pesquisa, inovação e conhecimento a serviço da sociedade
A atuação das instituições comunitárias também se reflete na produção de ciência e inovação. O Sistema ACAFE registra R$ 68,3 milhões investidos em pesquisa e outros R$ 86,7 milhões captados por pesquisadores, além de 3.501 projetos de iniciação científica.
Na área de inovação, são 473 empresas incubadas ou em processo de incubação, 91 patentes e registros junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), além de 220 acordos internacionais.
A extensão universitária é outro exemplo da conexão direta entre as instituições e as comunidades. Mais de 700 mil pessoas são beneficiadas por ações e atendimentos em áreas como saúde, educação, assistência jurídica, odontologia, psicologia, fisioterapia, tecnologia e reabilitação.
As instituições investem R$ 48,7 milhões em extensão e mantêm 2.047 projetos, serviços e consultorias em cooperação com instituições públicas, fazendo com que o conhecimento produzido nas universidades chegue diretamente às demandas dos municípios e da população catarinense.
A apresentação ao Conselho Estadual de Educação reforçou, assim, o papel das instituições comunitárias não apenas na formação superior, mas na própria construção do desenvolvimento econômico, científico e social de Santa Catarina.
“Quando falamos do Sistema ACAFE, falamos de instituições que nasceram das comunidades, cresceram junto com suas regiões e continuam colocando conhecimento, ciência e formação a serviço de Santa Catarina”, concluiu Márcia.
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Reunião do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) (Divulgação)
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Reunião do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) (Divulgação)
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