Alunos da EJA do SESI entregam lanternas a crianças em tratamento oncológico

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19/08/2026 17:02
Solidariedade

Alunos da EJA do SESI entregam lanternas a crianças em tratamento oncológico

Por Jornalismo

Fonte: FIESC

 Publicado 19/08/2026 17:02  – Atualizado 19/08/2026 17:02

Lanternas são feitas com vidros de conserva, luzes de LED e sisal.
  • Lanternas são feitas com vidros de conserva, luzes de LED e sisal. (Fotos: Divulgação)

A mobilização reuniu estudantes, familiares, costureiras e uma indústria local em uma corrente de solidariedade

Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do SESI Caçador entregam, às 14h desta quarta-feira (19), 190 lanternas a crianças em tratamento oncológico no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Inspiradas em uma tradição tailandesa, as peças simbolizam a ideia de deixar para trás momentos difíceis e renovar a esperança.

Para realizar a entrega, o grupo percorrerá cerca de 412 quilômetros entre Caçador e a capital catarinense. Além das lanternas, os estudantes levarão 160 pares de pantufas, confeccionados voluntariamente por costureiras, para proporcionar mais conforto às crianças durante o período de tratamento.

A iniciativa encerra uma corrente de solidariedade que envolveu estudantes, familiares, costureiras voluntárias e a indústria têxtil Maria Emília. O projeto reuniu educação, criatividade, voluntariado e responsabilidade social em uma ação voltada a crianças que enfrentam o tratamento contra o câncer.

A ação reúne:

190 lanternas produzidas pelos estudantes da EJA;
160 pares de pantufas confeccionados voluntariamente por costureiras;
participação de familiares na montagem dos kits;
materiais doados pela indústria têxtil Maria Emília, de Caçador;
doações destinadas a crianças em tratamento oncológico.

A produção das lanternas começou em março e mobilizou os estudantes em um trabalho coletivo, com divisão de tarefas durante as diferentes etapas de confecção.

Lanternas ganham novo significado

As peças são produzidas a partir de vidros de conserva reutilizados, luzes de LED e sisal. A inspiração veio de uma tradição tailandesa relacionada à renovação e à superação de momentos difíceis.

O projeto já havia sido realizado em 2024 e 2025. Naquelas ocasiões, os estudantes da EJA foram convidados a lançar as lanternas no Rio do Peixe como parte de uma atividade de reflexão sobre sentimentos, desafios e recomeços.

Neste ano, a proposta ganhou também um olhar voltado à preservação ambiental. Como as luzes de LED utilizadas nas lanternas precisam ser recolhidas posteriormente para evitar a poluição do rio, os estudantes passaram a refletir sobre outras formas de dar significado à iniciativa.

Foi nesse contexto que a professora Daiane Xumadelo identificou a possibilidade de transformar o projeto em uma ação de solidariedade. A ideia foi direcionar as lanternas para crianças em tratamento oncológico, associando o simbolismo de esperança das peças à realidade vivida pelos pacientes.

Das 190 lanternas produzidas, 160 serão entregues em Florianópolis e outras 30 serão destinadas ao Hospital Maice, em Caçador.

Costureiras e indústria também participam

A corrente de solidariedade ganhou novos integrantes quando uma das estudantes da EJA, funcionária da indústria têxtil Maria Emília, identificou a possibilidade de envolver a empresa na iniciativa.

A indústria, com sede em Caçador, doou os materiais necessários para a confecção das pantufas. Na sequência, costureiras da empresa se voluntariaram para produzir as peças após o expediente de trabalho.

A fabricação começou em junho e resultou em 160 pares de pantufas, que serão entregues juntamente com as lanternas.

A participação de diferentes setores fez com que a iniciativa ultrapassasse os limites da sala de aula e se transformasse em uma ação coletiva de cuidado e solidariedade.

Para os estudantes da EJA, o projeto também representa uma oportunidade de colocar em prática valores trabalhados durante a formação, como cooperação, responsabilidade social, sustentabilidade e empatia.

A EJA do SESI/SC oferece educação básica a pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade regular. Criada em 1999, a iniciativa já contribuiu para a formação de mais de 100 mil pessoas em Santa Catarina.

Nesta quarta-feira, a entrega das lanternas e pantufas marca o encerramento de uma mobilização iniciada meses atrás e que transformou materiais reutilizados e trabalho voluntário em uma mensagem de esperança para crianças em tratamento oncológico.

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  • Produção começou em março deste ano; entrega para crianças internadas será nesta quarta, às 14h. (Divulgação)

  • Foram produzidas 190 lanternas baseada na tradição tailandesa de superação de momento difícil. (Divulgação)

  • Sede da Maria Emília, indústria de Caçador que doou material para a produção das pantufas. (Divulgação)

  • Sede da Maria Emília, indústria de Caçador que doou material para a produção das pantufas. (Divulgação)

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