Levantamento parcial da Udesc aponta as raças com melhores médias e reforça o impacto da genética na pecuária catarinense

Os primeiros resultados dos leilões de touros realizados em Santa Catarina neste ano indicam valorização dos animais ofertados e reforçam a relevância dos investimentos em melhoramento genético na pecuária catarinense. O estudo é conduzido pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Udesc, com apoio da Faesc, e acompanha leilões em diferentes regiões do Estado.

A metodologia adotada busca garantir maior representatividade aos números. Para entrar no levantamento, uma raça precisa ter pelo menos três eventos acompanhados e um mínimo de dois animais comercializados por leilão. Além disso, negociações muito acima da média, consideradas fora de três desvios padrão, não são contabilizadas na análise.

Entre as raças que já atingiram os critérios estabelecidos, a Braford aparece com a maior média por touro, chegando a R$ 19.367,14 em cinco leilões. Na sequência, a Angus registra média de R$ 18.718,63, enquanto a Brangus soma R$ 18.560,01 por animal em dez eventos acompanhados.

Os dados também mostram a Charolês com média de R$ 18.436,11 em quatro leilões e a Hereford com R$ 16.493,33, também em quatro eventos. Segundo o levantamento, os coeficientes de variação ajudam a indicar a dispersão dos preços e a leitura do comportamento de cada raça no mercado.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os leilões funcionam como vitrines da evolução da pecuária de Santa Catarina. Ele destaca que a qualidade dos animais resulta de um trabalho contínuo dos produtores, com foco em genética, sanidade, nutrição, manejo e assistência técnica e gerencial.

Pedrozo afirma ainda que esses eventos aproximam criadores, difundem conhecimento e tecnologias e contribuem para ampliar a produtividade e a eficiência das propriedades rurais. Na avaliação dele, também são fundamentais para que o pecuarista observe tendências, compare resultados e tenha informações mais organizadas para tomar decisões.

O GMG da Udesc continuará acompanhando os leilões realizados em Santa Catarina durante o calendário de eventos. Novas raças poderão ser incorporadas ao levantamento à medida que atinjam os critérios mínimos definidos pela metodologia.

As atualizações devem ser divulgadas ao longo do ano, oferecendo aos produtores rurais e aos demais integrantes da cadeia pecuária uma referência sobre o comportamento das comercializações no Estado. As informações poderão ser acompanhadas pelo Instagram do GMG da Udesc, pelas rádios parceiras e pelo site do Sistema Faesc/Senar.

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