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A capacitação reuniu profissionais da alimentação escolar. (Fotos: Divulgação)
Treinamento no IEE ensinou receitas com tilápia e reforçou boas práticas para a alimentação escolar
Profissionais responsáveis pela alimentação escolar participaram de uma capacitação sobre o preparo de pescado no Instituto Estadual de Educação de Santa Catarina (IEE), em Florianópolis. A atividade foi promovida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicato e teve como foco o desenvolvimento de receitas com peixe para tornar as refeições escolares mais nutritivas, saborosas e atrativas para os estudantes.
Durante o treinamento, foram preparadas quatro receitas à base de tilápia, utilizando tanto o filé quanto a carne mecanicamente separada (CMS). A capacitação também abordou técnicas de conservação, higiene, segurança dos alimentos e procedimentos adequados para o preparo do pescado.
A iniciativa faz parte do Projeto Peixe na Escola, criado pelo catarinense Cristiano Bordignon, de São Lourenço do Oeste, durante sua participação no programa CNA Jovem, em 2025.
A proposta busca estimular o consumo de pescado desde a infância e, ao mesmo tempo, contribuir para o fortalecimento da piscicultura catarinense, criando novas possibilidades de comercialização para os produtores.
Capacitação alia teoria e prática
Com foco na utilização do pescado na alimentação de escolas rurais, o treinamento combinou conteúdos teóricos e atividades práticas. As participantes aprenderam diferentes formas de preparar receitas com peixe e receberam orientações para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos oferecidos aos estudantes.
A programação também incluiu conteúdos relacionados à saúde e segurança no trabalho, prevenção de acidentes, cuidados ambientais, higiene na manipulação dos alimentos e boas práticas de conservação.
Na etapa prática, a instrutora Larissa Da Fré apresentou diferentes possibilidades para inserir o peixe no cardápio escolar. “Ao longo da capacitação, foram elaboradas quatro preparações à base de tilápia, com a utilização tanto do filé quanto da carne mecanicamente separada, conhecida pela sigla CMS”, explica. Segundo Larissa, a iniciativa amplia as opções disponíveis para a alimentação escolar e pode contribuir para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis.
Além dos benefícios nutricionais, a inclusão do pescado nos cardápios pode valorizar a produção local e aproximar as escolas dos produtores da região. A ideia do Projeto Peixe na Escola surgiu a partir da experiência de Cristiano Bordignon no acompanhamento de piscicultores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
Segundo ele, embora os produtores estivessem avançando na melhoria dos processos produtivos e na qualidade do pescado, ainda havia dificuldades para encontrar novos mercados consumidores.
A partir desse cenário, o projeto passou a buscar alternativas não apenas para aumentar a produção, mas também para estimular o consumo do pescado. “Se queríamos fortalecer a piscicultura, precisávamos pensar em quem consumiria esse peixe. Foi então que enxerguei nas escolas uma oportunidade, pois são espaços onde também se formam hábitos, inclusive alimentares”, afirma Cristiano.
A proposta é aproximar dois pontos da cadeia produtiva: o piscicultor, que precisa ampliar o mercado para sua produção, e os estudantes, que podem ter acesso a uma alimentação mais saudável e diversificada.
“A possibilidade de aproximar o produtor que precisava vender da criança que poderia consumir um alimento nutritivo fazia sentido. Assim nasceu o Peixe na Escola, como uma tentativa de melhorar, ao mesmo tempo, a realidade dos produtores e a alimentação das crianças”, relata.
Cristiano também destaca que a implantação da iniciativa depende da atuação conjunta de profissionais e instituições. “A dedicação da Larissa Da Fré na realização dos treinamentos e o apoio do Sistema Faesc/Senar foram fundamentais para transformar a ideia em realidade”, conclui.
Fortalecimento da piscicultura catarinense
Por meio das capacitações destinadas às profissionais que atuam na alimentação escolar, o Projeto Peixe na Escola busca ampliar o conhecimento sobre o preparo do pescado, incentivar sua presença nos cardápios e criar novas oportunidades para a piscicultura de Santa Catarina. Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a iniciativa demonstra como a capacitação profissional pode gerar impactos positivos em diferentes etapas da cadeia produtiva.
“Ao preparar as profissionais das escolas para trabalhar o pescado de maneira segura, nutritiva e atrativa, contribuímos para melhorar a alimentação dos estudantes e, ao mesmo tempo, criamos novas oportunidades para os piscicultores catarinenses. É uma ação que aproxima o campo da comunidade escolar, valoriza a produção local e ajuda a formar hábitos alimentares mais saudáveis.”
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Com foco na culinária à base de peixe nas escolas rurais, o treinamento combinou conteúdos teóricos e atividades práticas. (Divulgação)
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Grupo comemora o sucesso da capacitação. (Divulgação)
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