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De acordo com o Inep, o Ideb 2025 é o melhor resultado da série histórica iniciada em 2005 nas três etapas avaliadas. (Fotos: CNM)
Índice divulgado pelo Inep mostra avanço em todas as etapas e reforça a importância do financiamento da educação básica
O Ideb referente a 2025 trouxe um dado positivo para os entes locais: as redes municipais alcançaram o melhor resultado da série histórica nos anos iniciais do ensino fundamental. A Confederação Nacional de Municípios reconheceu o empenho dos gestores, das secretarias de educação e dos profissionais das escolas, mas reforçou que a continuidade do avanço depende de financiamento adequado e estável para a educação básica.
O índice foi divulgado pelo Inep na quarta-feira, 5 de agosto, e combina o desempenho dos estudantes no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. Segundo o órgão, o Ideb 2025 representa o melhor desempenho desde o início da série, em 2005, nas três etapas avaliadas.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o indicador passou de 6,0 para 6,3. Nos anos finais, foi de 5,0 para 5,3, e no ensino médio, de 4,3 para 4,5. Os números mostram uma evolução generalizada na educação básica, com melhora em diferentes fases da trajetória escolar.
Nas redes municipais, o desempenho também avançou de forma consistente. Nos anos iniciais, o Ideb subiu de 5,8 para 6,1, enquanto nos anos finais passou de 4,6 para 4,9. O resultado reforça o peso das prefeituras na oferta educacional do país.
De acordo com a apresentação do Inep, o número de municípios com Ideb igual ou superior a 6,0 nos anos iniciais aumentou de 2.416, em 2023, para 3.256, em 2025. Esse crescimento amplia a quantidade de redes locais com desempenho acima da meta simbólica mais observada no debate público sobre a qualidade da educação.
O dado ganha relevância porque a rede municipal concentra a maior parte das matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental. Dos 14,5 milhões de estudantes dessa etapa, 10,2 milhões estão em escolas municipais, o equivalente a 70,3% do total e a 87,3% das matrículas da rede pública.
Ao reconhecer o avanço, a CNM destacou que a manutenção dessa trajetória depende de recursos estáveis e adequados para a educação básica. A entidade sustenta que os resultados positivos precisam ser acompanhados de condições permanentes para garantir continuidade, especialmente nas redes municipais, que atendem a maior parte dos estudantes.
Com o novo Ideb, o país registra melhora nos indicadores educacionais, mas o desafio agora é transformar o avanço em política sustentada, capaz de manter e ampliar os ganhos nos próximos ciclos de avaliação.
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