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Criado pela bailarina e coreógrafa Andreia Zaida, o Sambalé transforma a dança em uma ferramenta de inclusão social, respeitando a individualidade de cada criança e valorizando a identidade e a cultura brasileiras. (Fotos: Divulgação/Casa Cidades Invisíveis)
Criada por Andreia Zaida, a metodologia é oferecida gratuitamente a meninas em situação de vulnerabilidade e já mostra resultados na autoestima e no pertencimento
A metodologia Sambalé foi criada por Andreia Zaida, primeira bailarina clássica negra de Santa Catarina, como uma forma de unir técnica, ancestralidade e identidade. A proposta combina balé clássico e samba em uma linguagem voltada especialmente ao desenvolvimento de crianças em situação de vulnerabilidade social.
O nome surgiu de forma espontânea, durante uma entrevista, quando o termo foi usado para definir a fusão entre os dois universos. A expressão foi incorporada pela bailarina e passou a representar uma abordagem que valoriza musicalidade, ludicidade, criatividade e o corpo brasileiro sem abrir mão da formação técnica.
Em Florianópolis, o Sambalé é oferecido gratuitamente na Casa Cidades Invisíveis para meninas de 7 a 12 anos. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao acesso à cultura, à educação e ao desenvolvimento humano em territórios de maior vulnerabilidade social.
Além das aulas de dança, as participantes recebem uniforme, lanche e acompanhamento psicossocial. A rede de apoio também inclui psicóloga, assistente social e educadora, ampliando o cuidado com as famílias e fortalecendo o processo de desenvolvimento das crianças.
Mesmo em fase inicial, o projeto já registra ocupação total das vagas e não teve evasão desde o começo das atividades, em abril. Educadores relatam avanços na autoestima, no sentimento de pertencimento, na disciplina, na consciência corporal e na convivência entre as participantes.
Na prática, as aulas estimulam coordenação motora, ritmo, improvisação, expressão emocional e trabalho coletivo. Ao respeitar o ritmo de cada criança, a metodologia transforma a dança em uma experiência de crescimento físico, emocional e social.
Cidades Invisíveis, organização criada em 2012
A Casa Cidades Invisíveis, inaugurada em setembro de 2025 no Centro de Florianópolis, é a sede do Cidades Invisíveis, organização criada em 2012. O espaço oferece atividades como corte e costura, informática, jiu-jítsu, yoga e pintura, beneficiando cerca de 200 pessoas.
Com mais de 14 anos de atuação, a organização afirma já ter impactado mais de 140 mil vidas em diferentes cidades do país. O trabalho é mantido com apoio de parceiros e segue alinhado à Agenda 2030 da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
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Durante as aulas de Sambalé, as participantes desenvolvem consciência corporal, coordenação motora, criatividade e trabalho em equipe em um ambiente voltado ao desenvolvimento humano e ao fortalecimento de vínculos. (Divulgação/Casa Cidades Invisíveis)
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Casa Cidades Invisíveis promove iniciativas que ampliam o acesso à cultura, à educação e ao desenvolvimento humano em territórios de maior vulnerabilidade social. O Sambalé integra esse conjunto de ações que fortalecem talentos, vínculos e oportunidades para crianças e adolescentes. (Divulgação/Casa Cidades Invisíveis)
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