A avaliação é do presidente em exercício da Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (AMPESC), professor Everaldo Tiscoski

Os impactos da Inteligência Artificial no ensino superior, as regulações do Ministério da Educação (MEC) e o cenário econômico para os próximos anos dominaram os debates do XVIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), realizado em maio, no Rio de Janeiro.

A avaliação é do presidente em exercício da Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (AMPESC), professor Everaldo Tiscoski. Segundo ele, os temas refletem os principais desafios e transformações vividos atualmente pela educação superior brasileira. O dirigente participou do evento ao lado dos conselheiros da AMPESC, reitores João Jorge Fernandes Junior e Sandro Albino Albano.

Segundo Everaldo, a Inteligência Artificial esteve presente em praticamente todos os debates do Congresso, reforçando a preocupação das instituições com o uso correto da tecnologia no ambiente acadêmico. Para ele, ficou claro que as IES precisam avançar em regulamentações internas, capacitação de professores e orientação aos estudantes sobre os limites da ferramenta. “A Inteligência Artificial jamais pode substituir o conhecimento do estudante e do professor. Ela deve ser utilizada como ferramenta de produtividade e apoio ao ensino”, destacou.

Outro tema fortemente debatido no evento segundo professor Everaldo foi a atuação do MEC sobre o ensino superior privado. Conforme relatou o presidente em exercício da AMPESC, houve manifestações recorrentes sobre a insegurança causada pelas frequentes mudanças em portarias, normativas e instrumentos de avaliação. “As instituições têm dificuldade de planejamento diante de mudanças constantes. O órgão regulador deve estabelecer diretrizes gerais, mas sem interferir diretamente na autonomia pedagógica e acadêmica das instituições”, afirmou.

A sustentabilidade econômica das instituições de ensino superior também apareceu entre as principais preocupações do setor. De acordo com Everaldo, o ambiente de instabilidade econômica e política para 2026 gera apreensão nas instituições, principalmente pelos reflexos que podem atingir diretamente as famílias brasileiras. “Em momentos de dificuldade econômica, a educação acaba deixando de ser prioridade no orçamento das famílias, e isso pode impactar fortemente o setor”, observou.

Além dos temas debatidos, Everaldo Tiscoski ressaltou a qualidade técnica do XVIII CBESP e destacou a importância da participação da AMPESC em eventos nacionais, acompanhando pautas estratégicas da educação superior brasileira e conectando essas discussões à realidade das instituições catarinenses.

O CBESP (Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular) é promovido pelo Fórum Brasileiro da Educação Particular (Brasil Educação), no qual a AMPESC faz parte, e organizado em parceria com a ABMES e a Linha Direta.


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