O município de Chapecó foi sede, na última semana, da reunião mensal da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção (CDIC), da Fiesc. O encontro foi conduzido pelo presidente do Conselho, João Formento, e oportunizou discutir pautas como a crise econômica, taxas e tributações, além de apresentar a Coopercon/SC - nova cooperativa que está em fase de estruturação no ramo de construção civil em Santa Catarina. Participaram representantes de Sindicatos da Indústria da Construção Civil de todas as regiões do Estado e o deputado federal Edinho Bez.
Para o presidente do Sinduscon Oeste, Jean Carlo Baldi é fundamental enfrentar, de forma unida, os desafios que estão bem maiores neste período. A empresária do setor da construção civil, delegada do Sinduscon e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção em SC (CBIC), Bárbara Paludo, destacou que as maiores reivindicações da classe estão relacionadas à carga tributária e aos reflexos da atual crise nacional.
Ao deputado Edinho Bez foram apresentadas as dificuldades que o setor enfrenta e a necessidade de ação efetiva dos parlamentares para propiciar um ambiente com menor entrave ao setor produtivo, que beneficia diretamente toda a população. Na pauta, também foram debatidos temas como o serviço prestado pelos Cartórios de Registro de Imóveis nas diversas regiões do Estado, os valores de taxas e emolumentos, a padronização e a qualidade dos serviços para as reivindicações junto à corregedoria de justiça que regula a atuação dos mesmos.
O deputado federal Edinho Bez lembrou que atuou na função de gerente da Caixa Econômica Federal e trabalhou junto ao setor. Para ele, o segmento é um dos mais importantes para o Brasil, pois é responsável por geração de emprego expressiva. "Hoje, o que está segurando o PIB de muitos países é a construção civil, sempre está entre os primeiros lugares nos índices. A população e os governos não valorizam, é muita demagogia".
Coopercon/SC
Entre as ações discutidas para enfrentar a crise esteve a criação da Coopercon/SC. A cooperativa do setor surgiu como uma ferramenta estratégica para enfrentamento da crise, ou seja, uma iniciativa para reforçar o setor através de negociações e compras coletivas. Existem exemplos estruturados no Rio Grande do Sul e Ceará. O próximo passo é a aprovação do estatuto que foi apresentado na reunião. Para Baldi, o Estado já está 20 anos atrasado. "A cooperativa do Ceará é um exemplo, pois está bem estrutura, organizada e atualmente representa um grande apoio aos associados. É a redução de valores com compras em grande volume. Espero que tenhamos o apoio dos demais associados do Sinduscon e, que ela saia do papel".
Estiveram presentes na reunião representantes dos Sinduscons de Chapecó, São Miguel do Oeste, Criciúma, Itapema, Blumenau, Joinville, Tubarão, Itajaí, Balneário Comburiu, Florianópolis e Brusque.
Deixe seu comentário