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(Fotos: Milton Michida/GESP)
Queda de 2,2% ante os seis primeiros meses de 2014, constatada pelo IBGE, levou entidade a revisar de -1,9% para -2,4% o resultado para o varejo restrito este ano
O IBGE divulgou hoje (12) a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), segundo os dados, o volume de vendas do comércio varejista apresentou, em junho, recuo de 2,7% em relação a junho de 2014. As maiores quedas ocorreram nos ramos de móveis e eletrodomésticos (-13,6%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-5,9%). Por outro lado, as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação apresentaram o melhor desempenho ante os demais setores (+7,9%), segurando uma oscilação mais expressiva do indicador. No acumulado do ano (-2,2%), o varejo brasileiro, no conceito restrito, teve o seu pior primeiro semestre desde 2003 (-5,6%), com destaque, novamente, para as quedas verificadas nos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-11,3%) e livrarias a papelarias (-8,3%).
Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) as taxas de inflação e de juros elevadas, bem como a confiança em baixa, vêm minando a capacidade de reação do setor, especialmente nos segmentos mais dependentes das condições de crédito ao consumidor. A baixa probabilidade de reversão desse cenário no médio prazo levou a entidade a revisar para baixo sua expectativa em relação à variação do volume de vendas do varejo restrito em 2015, de -1,9% para -2,4%. A perspectiva de fortes retrações nos ramos de materiais de construção (-5,4%) e principalmente no comércio automotivo (-19,1%) levará, inevitavelmente, o varejo ampliado ao seu primeiro resultado negativo anual (-6,5%) ao final de 2015.
Acesse aqui a análise da Divisão Econômica da CNC na íntegra.
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