-
Entre os itens do setor de alimentos e bebidas mais vendidos pelo e-commerce está o vinho (Fotos: Freepik)
Investir em canais próprios e estabelecer parcerias estratégicas com outros negócios e influenciadores poderia ampliar o alcance da marca na internet. Isso é o que mostra uma pesquisa da Nielsen detalhada na última terça-feira (5/12), na reunião da Câmara da Indústria de Alimentos e Bebidas da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
Edmilson Maleski, da Wap Store, destacou que a pesquisa mostra um salto significativo nas compras por e-commerce quando se compara os valores registrados em 2018 (R$ 133,1 bilhões) com 2021 (R$ 258,5 bilhões). Em 2022, foram quase R$ 263 bilhões. “Estamos falando de um volume bem significativo, impulsionado pela pandemia”, estima Maleski. A projeção gira em torno de 10 a 15% do varejo nacional.
Esse crescimento também se evidencia no setor de alimentos e bebidas, que cresceu 128% em vendas on-line entre o primeiro semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022, segundo o Relatório Webshoppers, da Nielsen. “A pesquisa mostra que quem adapta o seu e-commerce para aplicativos atinge um número maior de consumidores, aumentando o tráfego”, destaca Maleski.
Micheli Poli Silva, CEO do Grupo Jurerê e presidente da Câmara da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC, citou a própria experiência com o e-commerce do Café Jurerê. “Sempre atuei no varejo físico, mas quando a gente tem um produto que tem a nossa marca, a gente quer que o consumidor tenha acesso”, ressalta.
Entre os itens mais comprados via e-commerce estão vinho, cerveja, café e complementos alimentares. Entre os principais desafios de quem avança no e-commerce estão questões de infraestrutura e logística, para gestão eficiente do estoque, atendimento ao cliente e tecnologia, com atualizações e integrações.
Deixe seu comentário