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Em 2021, São Paulo continuou com maior participação em número de unidades locais (30,7%), pessoal ocupado total (28,6%), pessoal ocupado assalariado (28,3%) e salários e outras remunerações (32,6%) - (Fotos: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias)
Cadastro Central de Empresas 2021 mostra que as maiores contribuições para o aumento de pessoas ocupadas assalariadas vieram de setores do Comércio
Em 2021, o país tinha 5,7 milhões de empresas e outras organizações formais ativas, um aumento de 5,8% (314,5 mil unidades) frente ao ano anterior. Essas empresas tinham 47,6 milhões de pessoas ocupadas assalariadas. Em relação ao pessoal assalariado, trata-se de um crescimento de 4,9% na comparação com 2020, representando 2,2 milhões de postos de trabalho a mais. O pessoal ocupado total também cresceu 4,9%, ou mais 2,6 milhões de pessoas, enquanto os sócios e proprietários aumentaram 5,1% (372,3 mil pessoas). Os dados são do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado pelo IBGE.
A seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas teve as maiores participações em três das quatro variáveis: número de empresas e outras organizações (32,9%), pessoal ocupado (21,0%) e pessoal assalariado (19,2%). Em salários e outras remunerações, ficou em terceiro lugar (13,0%). A liderança foi de Administração pública, defesa e seguridade social (23,8%).
“Em 2021 o número de empresas cresceu num ritmo mais acelerado, quando comparado a 2020, ano marcado por forte impacto da pandemia nos negócios. Em relação à 2019, o crescimento acumulado foi de 9,7%, atingindo o patamar de 5,7 milhões”, analisa o técnico da pesquisa, Eliseu Oliveira.
Confira os destaques do estudo
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- Em 2021, o número de empresas e outras organizações ativas cresceu 5,8% frente a 2020, chegando a 5,7 milhões, e a quantidade de sócios e proprietários subiu 5,1%, totalizando 7,7 milhões.
- No mesmo período, o número de pessoas ocupadas assalariadas em empresas e outras organizações formais ativas chegou a 47,6 milhões, avançando 4,9% frente a 2020, ou mais 2,2 milhões de postos de trabalho formais no país.
- A atividade Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas teve as maiores participações em três das quatro variáveis analisadas: número de empresas (32,9%), pessoal ocupado total (21,0%) e pessoal ocupado assalariado (19,2%).
- Administração pública, defesa e seguridade social foi o setor que teve maior participação em salários e outras remunerações (23,8%).
- As maiores contribuições para o aumento de pessoas ocupadas assalariadas vieram de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (428,5 mil) e Indústrias de transformação (386,9 mil). Já a maior redução foi observada em Outras atividades de serviços (-34,3 mil).
- Em 2021, o pessoal ocupado assalariado era composto por 55,1% de homens e 44,9% de mulheres. Na comparação com o ano anterior, houve aumento de 4,9% na quantidade de assalariados, sendo de 6,3% no número de mulheres e de 3,8% no número de homens.
- A participação feminina no pessoal ocupado assalariado das empresas (44,9%) voltou ao patamar pré-pandemia.
- Em termos reais, a massa salarial (R$ 2,0 trilhões) subiu 0,3% frente a 2020, enquanto o salário médio pago pelas empresas caiu 2,6%, passando de R$ 3.353,07 para R$ 3.266,53.
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