Armando Monteiro falou sobre os aspectos que precisam ser superados para conter a crise e retomar um cenário econômico positivo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, proferiu palestra na tarde desta quinta-feira (30) na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Com o tema Desafios para a retomada do crescimento econômico do Brasil, o ministro apresentou a empresários do setor industrial, os aspectos que precisam ser superados para conter a crise e retomar um cenário econômico positivo. O evento contou com a presença do presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
Durante a abertura do seminário, acompanhado pela Agência Adjori de Jornalismo, o presidente da Fiesc ressaltou que a indústria brasileira deve estar no centro das estratégias de retomada da economia. Côrte explicou que o setor industrial é responsável por gerar efeitos que se propagam sobre a produtividade e a inovação nos demais segmentos, influenciando desde o nível de atividades desenvolvidas, até a geração de empregos e exportações do País.
Glauco Côrte apontou ainda que Santa Catarina se destaca no cenário nacional, permanecendo acima da média do País em diversos indicadores, com desempenho superior de produtividade em inúmeros segmentos. É o caso, por exemplo, do setor de construção civil. Ao falar sobre as dificuldades que atingem o País, Côrte disse que as crises são cíclicas e que é preciso somar esforços públicos e privados, conectando fatores que auxiliem o setor industrial a retomar o crescimento.
Para o ministro Armando Monteiro, Santa Catarina é uma referência para o Brasil. Ele destaca o perfil socioeconômico equilibrado e o caráter diversificado da base produtiva do Estado. O ministro afirmou também que o setor industrial se revela como um modelo virtuoso de desenvolvimento, servindo de parâmetro para os demais setores.
Durante sua palestra, Monteiro destacou que o Brasil vive um período de transição, o que impõe determinados custos. "O momento agora, necessariamente, remete ao enfrentamento de questões que se acumularam ao longo do tempo". O País, diz ele, precisa cumprir uma agenda desafiadora, o que inevitavelmente acarreta na execução de ajustes. Apesar das dificuldades, avalia o ministro, esse é o momento do Brasil enfrentar mudanças estruturais que foram negligenciadas nos últimos anos.
Ao contextualizar o cenário atual da economia brasileira, o ministro entende que um dos principais canais para a retomada do crescimento econômico é o comércio exterior. Há espaço, diz ele, para o Brasil ampliar a participação no comércio internacional. "O Brasil tem potencial para dobrar suas exportações, chegando a 40% do Produto Interno Bruto. Para isso, uma das apostas é na interligação com outros blocos econômicos, como a União Europeia e os Estados Unidos", disse ele.
Plano Nacional de Exportações
Durante sua palestra na Fiesc, o ministro Arnaldo Monteiro apresentou os principais pontos do Plano Nacional de Exportações. O Programa, lançado recentemente pelo governo federal, tem como objetivo retomar e ampliar as exportações brasileiras, com uma maior participação das micro, pequenas e médias empresas, além da diversificação da pauta. O Plano contempla também medidas para ampliação das exportações do agronegócio e para a recuperação das exportações de produtos manufaturados. Segundo o ministro, isso dará um novo status ao comércio exterior.
O Plano é composto por cinco pontos principais:
1 - Acesso a mercados. A intenção é participar de maneira mais efetiva da rede de acordos internacionais.
2 - Financiamento e garantias às exportações. Aperfeiçoar os instrumentos já existentes de financiamento às exportações.
3 - Facilitação de comércio. Aprimorar a utilização do Portal Único do Comercio Exterior, desburocratizando o processo a aduaneiro.
4 - Promoção comercial. Potencializar a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), otimizando recursos visando a inteligência comercial.
5 - Aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários para o apoio às exportações.
O conjunto de objetivos previstos no PNE, conforme o ministro, tem como finalidade melhorar o ambiente competitivo das operações de empresas exportadoras. Para ele, a intenção é não deixar que os ajustes executados atualmente tenham efeito estagnante na economia do país.
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