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(Fotos: Divulgação/Linha Popular)
Outro setor que vem sentindo os reflexos da crise financeira é a construção civil. "A gente sente nas vendas, caiu bastante. Desde o início do ano as vendas vêm caindo", afirma Cleon Luz, 47 anos. Há três anos ele trocou o ramo da telefonia ao perceber o crescimento do setor.
Camboriú alavancou neste mercado nos últimos anos. Empreendimentos como sobrados e prédios despontaram na cidade atraindo compradores pelo valor acessível de compra comparado a apartamentos na cidade vizinha, por exemplo.
Nesse período em que Cleon passou para a construção civil, foram 15 sobrados e alguns prédios que somam 32 apartamentos construídos na cidade. Agora com o aumento da moeda estrangeira e o recuo do poder de compra, ele também sente mudanças no setor.
O empresário não vê muitas maneiras de driblar a crise, mas para sobreviver a ela a saída tem sido prorrogar os prazos para pagamento e até baixar o preço dos imóveis para não perder a venda.

"Muitos materiais vêm de fora e ficaram mais caro. Com os comentários na mídia sobre a crise muita gente ficou com medo de investir nesse momento. Às vezes a pessoa quer comprar e até tem o dinheiro guardado para investir, mas por temer o futuro prefere não fechar o negócio nesse momento", explica.
Assim como os compradores estão esperando a retomada do bom momento da economia para investir, o empresário também sente que não é a hora de arriscar na construção de um novo empreendimento.
"A gente queria fazer outro prédio, só que não tem garantia do retorno desse investimento. Tudo isso gerou uma expectativa negativa, quem estava interessado em comprar acabou não fazendo", ressalta.
Para evitar que o Real seja rebaixado no ranking das agências de classificação de risco, uma das medidas anunciadas pelo governo federal ainda em setembro é o corte de R$ 4,8 bilhões no Programa Minha Casa, Minha Vida. Mais um fator que leva os possíveis compradores adiarem os planos da casa própria.
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