-
(Fotos: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)
Consultor Cristian Miguel, gerente Jurídico da Fiel Consultoria, explica que o momento é de negociar e não de fazer dívidas
De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em julho, o número de inadimplentes cresceu 4,47% no comparativo ao mesmo período de 2014. Nesse mesmo mês, foi registrada uma queda de 3,6% nas vendas a prazo. "A queda nas vendas parceladas revela que o consumidor está pensando um pouco mais antes de comprar, pois está inseguro diante da economia do país e se conseguirá manter seu emprego", avalia o consultor Cristian Miguel, gerente Jurídico da Fiel Consultoria, empresa que presta assessoria para renegociação de dívidas de pessoas e empresas junto às instituições financeiras.
Apesar do índice menor nas vendas, o número de inadimplentes no país é muito grande: segundo a CNDL, são cerca de 57 milhões de pessoas cadastradas como devedoras no SPC. "Em momentos incertos da economia, o melhor é sempre pensar várias vezes e fazer um planejamento se é a melhor hora para se fazer uma compra", orienta Cristian Miguel.
O consultor aconselha ainda que em situações inesperadas a melhor solução é a negociação. "O momento é de reflexão, calma, profissionalismo, paciência e principalmente, é o momento da negociação", ressalta. "Se a pessoa fez uma compra e acabou ficando desempregada de uma hora para outra e o produto que adquiriu não foi usado e nem sofreu avarias, o melhor caminho é tentar devolver", explica. "Nem sempre se consegue isso, mas imagine o caso de uma compra de móveis para cozinha. É possível que sejam devolvidos e possam ser utilizados como mostruário pela loja", exemplifica o consultor.
Entretanto, ele esclarece que as lojas não têm obrigação nenhuma de aceitar a mercadoria de volta. "Embora não tenha nenhuma garantia de que aquele que lhe vendeu, aceite o produto de volta, a negociação em momentos críticos é sempre um bom caminho e, claro, a possibilidade de evitar uma dívida", considera.
Crédito rápido e fácil X Dívida e inadimplência
O Serasa registrou alta de 8,5% em julho na procura por crédito. "As informações do mercado dão contam que o consumidor está buscando créditos novos para conseguir pagar contas antigas", diz Cristian Miguel. Contudo, ele esclarece que o consumidor deve ficar atento com as ofertas de empréstimo. "O mercado está cheio de armadilhas de crédito rápido e fácil. Muito cuidado: deve-se buscar crédito somente em momentos de extrema necessidade e jamais se esquecer de pesquisar os menores juros", afirma.
Deixe seu comentário