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(Fotos: Giovanni Ramos/Jornal Metas)
Fiesc apresenta estudo e mostra situação crítica da duplicação da BR-470
Texto: Giovanni Ramos/Jornal Metas - Gaspar
Uma grande mobilização envolvendo entidades empresariais, da sociedade civil, governo estadual, fórum parlamentar, imprensa e toda a população catarinense. É isso que a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) propõe para defender uma celeridade e um compromisso maior do governo federal com a duplicação da BR-470. Um estudo apresentado segunda-feira pela entidade mostra que será preciso uma pressão forte para evitar que a obra não seja uma novela sem fim.
O estudo sobre a duplicação da rodovia foi feito pelo engenheiro Ricardo Saporiti, consultor da Fiesc para assuntos de infraestrutura para transportes, e foi apresentado dias depois de o governo federal ter estendido o prazo para a conclusão das obras de 2018 para 2022, conforme previsão inclusa no Plano Plurianual da União.
A apresentação do estudo foi feito na sede da Associação Empresarial de Blumenau. Saporiti reforçou a situação dos quatro lotes da duplicação, dois com obras de terraplanagem em andamento e dois paralisados, um deles, o Lote 4 (Blumenau-Indaial) não teve nenhuma frente de trabalho em dois anos de contrato com a Sulcatarinense por falta de terrenos desapropriados.
O engenheiro falou da necessidade de se realocar mais recursos para os contratos em vigência, pois com eles paralisados, ficará mais difícil conseguir as verbas. O apontamento do estudo é que o governo federal tenha um cronograma de investimentos que garanta o andamento dos trabalhos, mesmo que em um ritmo lento, para evitar prejuízos e perdas com uma obra parada.
Outro ponto reforçado por Saporiti é a proposta do governo de concessão para a iniciativa privada a partir do ano que vem. O engenheiro alerta para os problemas jurídicos que podem ocorrer e afirma que o resultado pode ser um pedágio alto demais.
"Há um risco de fazer uma concessão com outros contatos em andamento, como as obras. Se a empresa responsável pela manutenção assumir partes da obra, o valor do pedágio poderá ser algo proibitivo para a sociedade", explica.
Mobilização
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, lembrou durante a apresentação na Acib, que a entidade fez um estudo sobre a duplicação da BR-101 Sul há uns anos, apontando que as obras seriam finalizadas apenas em 2017. "Porta vozes do governo ridicularizaram o estudo na época, hoje eles admitem essa obra 100% pronta somente em 2021", afirma.
Com o estudo feito, a Fiesc se reunirá com o Fórum Parlamentar Catarinense, que reúne os 16 deputados federais e três senadores por Santa Catarina, para reforçar o lobby por mais recursos para a duplicação. A Acib irá apoiar a movimentação. Para o presidente do Conselho Deliberativo da entidade blumenauense, Ronaldo Baumgarten Junior, a sociedade precisa se mobilizar mais.
"Nós temos que olhar para essa situação com mais importância, a duplicação da BR-470 não é um capricho, é uma necessidade. Nós temos que ter a duplicação. Com certeza, em algum lugar do Brasil, está sendo feito algum investimento. É hora de puxar o foco para Santa Catarina", declara.
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