-
(Fotos: Renato Gama)
Durante o evento foi apresentado o Estudo de Viabilidade Técnica da Ferrovia Norte-Sul. Também houve reunião do Fórum Parlamentar Catarinense
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) apresentou ao ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Panorama (SP), Chapecó (SC) e Rio Grande (RS). Durante a audiência, realizada na tarde desta sexta-feira (21), o ministro afirmou que é preciso disposição para discutir as melhores soluções que garantam a construção de uma ferrovia moderna e eficiente. Estiveram presentes empresários, parlamentares e representantes do sistema associativista.
Um dos principais objetivos do encontro foi receber contribuições das lideranças dos estados interessados em investir no projeto. Para o ministro Rodrigues, o trecho da Ferrovia no Sul servirá para transportar as riquezas e a produção dos estados da Região Sul para todo o território nacional e também para o mercado internacional.
Para o presidente da Facisc, Ernesto Reck, o sistema ferroviário é essencial para o desenvolvimento do Estado e particularmente para o agronegócio no Oeste catarinense, pois transportará matéria prima utilizada pelo setor.
Estudo de Viabilidade Técnica
O EVTEA foi elaborado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, empresa estatal vinculada ao Ministério dos Transportes. O estudo indicou como referência a passagem da ferrovia por 82 municípios em quatro estados (oito em São Paulo; 31 no Paraná; 14 em Santa Catarina e 29 no Rio Grande do Sul). A extensão prevista é de 1.731 quilômetros.
O trecho ferroviário poderá ser uma nova opção de transporte para a região, principalmente para o escoamento de safras agrícolas e demais produtos em direção aos portos do sul do Brasil, em especial Rio Grande, e também para os portos do sudeste, por meio de conexão com a malha ferroviária existente.
Fórum Parlamentar
Em um momento histórico para o associativismo catarinense, a Facisc recebeu também nesta sexta-feira (21), em São José, os parlamentares da bancada estadual em reunião do Fórum Parlamentar Catarinense.
Com o objetivo de buscar uma maior aproximação entre a classe política e a classe empresarial, o presidente da FACISC, Ernesto João Reck, destacou a importância do associativismo como agente transformador da sociedade. Reck também apontou o documento Voz Única, que apresenta a visão da classe empresarial sobre o que é necessário para o desenvolvimento do Estado.
A Federação pediu atenção especial dos representantes catarinenses para temas como o Ajuste Fiscal, Terceirização, e para a MP 685, que exige a necessidade de declaração dos planejamentos tributários realizados pelas empresas, fornecimento de informações aos fiscos estaduais.
O coordenador do Fórum, o deputado Mauro Mariani, enfatizou que é uma obrigação dos parlamentares estarem presentes no encontro com os empresários e ouvir os anseios da classe. "As diferenças que temos nos fortalecem para conseguir resultados práticos para Santa Catarina", declarou o parlamentar.
O senador Paulo Bauer, falou sobre a votação no senado nesta quarta-feira (19) que aprovou, por 45 votos a 27, o projeto que reonera a folha de pagamentos de empresas de 56 setores produtivos, majorando as atuais alíquotas de 1% e 2% para 2,5% e 4,5%, respectivamente. "Foi um dos dias mais tristes para a economia do país. A reoneração gerará desemprego, crises, perda de receitas e lucros. O governo matará o setor produtivo com esta medida. Precisamos de mais conversa e mais articulação para cuidar cada vez mais e melhor principalmente da infraestrutura catarinense", destacou o parlamentar. A opinião foi compartilhada pelos demais parlamentares. "A reoneração será uma grande encrenca", afirmou o deputado Esperidião Amim.
O senador Dalírio Beber ressaltou o fato de, apesar das dificuldades, Santa Catarina ainda se destacar no cenário nacional. "Temos que reivindicar um tratamento a altura de tudo o que fazemos pelo País", declarou. Dário Berger também se manifestou a respeito da desoneração e sua preocupação com desemprego que a medida poderá gerar. "O Brasil precisa de um plano de salvação nacional, uma reforma do poder público. Precisamos encontrar um outro modelo de gestão", declarou Berger.
Reivindicações
Durante o evento, representantes da Facisc e das próprias Associações Empresariais tiveram a oportunidade de apresentar suas reivindicações aos parlamentares. Entre as demandas, destaque para as obras de infraestrutura, como o Porto de Itapoá, a ferrovia Norte - Sul, a ferrovia litorânea, a manutenção de rodovias, a segurança pública e a gestão do dinheiro público.
O encontro também contou com a presença do secretário João Carlos Ecker, dos deputados Jorginho Mello, Carlos Chiodini, João Rodrigues, Carmem Zanotto, Fabrício de Oliveira, que ouviram as reivindicações dos empresários destacando a importância do fórum para unir as forças de forma suprapartidária.
Deixe seu comentário