Foram registradas 28. 755 pessoas atingidas, dois decretos de estado de calamidade pública e 32 situações de emergência

A Defesa Civil encerrou a emissão de relatórios sobre as chuvas registradas no Oeste de Santa Catarina registrando 63 municípios afetados. De acordo com o levantamento mais recente, são dois decretos de estado de calamidade pública, já homologados pelo Estado, e 32 situações de emergência. Todos aguardam homologação e posterior reconhecimento do governo federal.

Segundo os dados enviados pelas prefeituras, são 28. 755 pessoas afetadas. Durante o ápice do fenômeno, 3.667 pessoas ficaram desalojadas e 108 desabrigadas. No período das chuvas, 10 catarinenses ficaram feridos e dois perderam a vida.

A Secretaria de Estado da Defesa Civil enviou, aos que solicitaram, itens de assistência humanitária e liberou 10 mil litros de óleo diesel para os que decretaram situação de emergência e 30 mil litros para os que estão Estado de Calamidade Pública.

Após a passagem do evento, os municípios começaram os trabalhos de reconstrução com auxílio do governo estadual. Nesse período, as prefeituras executam a elaboração dos Planos de Trabalho de Reconstrução, com apoio dos coordenadores regionais da Defesa Civil de Santa Catarina. Conforme a diretora de Resposta aos Desastres, Caroline Margarida, os primeiros documentos já estão prontos. São das cidades de Coronel Freitas e Modelo. Os materiais, compostos de relatórios e solicitações, foram enviados pelos coordenadores regionais da Secretaria de Defesa Civil. A próxima etapa será a captação de recursos para auxiliar os municípios na reconstrução.

Alguns municípios solicitam auxílio para reconstrução de pontes e casas. Os pedidos serão avaliados e o governo do Estado, por meio da Defesa Civil, deve estabelecer parcerias com o governo federal para atender a demanda.

O relatório aponta que os prejuízos econômicos privados chegam a R$ 50.102.341,12, enquanto os danos no setor público somam R$ 21.435.416,12.

Segundo o Secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus, todos os esforços foram feitos no atendimento emergencial e não será diferente a partir de agora. "Vamos buscar auxílio no governo federal, para reconstruir as pontes ou as casas totalmente destruídas. Já temos um levantamento inicial para ir a Brasília", disse ele.

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