O Pavilhão da Agricultura Familiar, a ser inaugurado em abril, terá 22 boxes com produtos orgânicos, carnes, pescados, flores, artesanato, entre outros, para venda no atacado e varejo
Com um giro diário de 1, 3 milhão de toneladas de horitifrutigranjeiros, a Ceasa/SC deverá inaugurar, em abril, o Pavilhão da Agricultura Familiar, destinado a ampliar as possibilidades de comercialização de produtos in natura, processados e semi-processados, de pequenos agricultores e maricultores dos 22 municípios que compõem a Grande Florianópolis.Pioneira em todo o país, a iniciativa deverá servir de modelo para outras regiões, envolvendo os três poderes. O governo federal, através do Pronaf, está entrando com 30% dos recursos; as prefeituras com 15% e o restante é garantido pelo governo estadual, que conta também com o apoio do Sebrae e do Senar. De acordo com o diretor técnico da Ceasa/SC, Jairo Afonso Henkes, já está em Brasília um segundo projeto, envolvendo a unidade da Ceasa/SC de Blumenau, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário tenciona levar a experiência para centrais de abastecimentos de outros estados brasileiros.
Unidade de Chapecó
O oeste catarinense também poderá ganhar um Pavilhão da Agricultura Familiar com a reativação da unidade da Ceasa de Chapecó, prevista para este ano. Segundo Henkes, a iniciativa de integração dos produtores, atacadistas e varejistas para que a unidade seja reativada deverá ser comandada pela Secretaria Regional de Chapecó. "Reaberta a Ceasa local, pode-se instalar o Pavilhão da Agricultura Familiar, aproveitando a experiência da unidade de Florianópolis", observa.
Em busca da união
Para discutir a melhor forma de divulgar, capacitar e vender o projeto do novo Pavilhão da Agricultura Familiar para os agricultores da região, dirigentes dos Sindicatos dos Produtores Rurais, secretários de agricultura dos 22 municípios da Grande Florianópolis e técnicos da Epagri, Sebrae, Senar e Fetaesc reuniram-se com a equipe técnica da Ceasa/SC no início deste mês.
Segundo o presidente da Ceasa/SC, Ivo Vanderlinde, o maior desafio das lideranças será organizar e convencer os agricultores a formarem uma cooperativa ou associação para transportar e comercializar legalmente os produtos no novo Pavilhão. "Esse espaço será uma janela para outras oportunidades e a conquista de novos nichos de mercado", destaca.
Jairo Afonso Henkes, lembra, também, que a participação dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, Senar e Sebrae serão fundamentais na organização, capacitação dos agricultores e divulgação do espaço na sociedade. "Esse é um projeto importante porque vai proporcionar ponto de venda para quem ainda não conseguiu entrar no mercado", considera Henkes.
Outra melhorias
Além da construção do Pavilhão, estão previstas obras para construção de um anel viário interno e uma nova portaria de acesso facilitando o trânsito para os novos usuários, informou Henkes.
Como vai funcionar o pavilhão
O Pavilhão da Agricultura Familiar vai disponibilizar no varejo e no atacado produtos oriundos da agricultura familiar como orgânicos, carnes, pescados, flores e plantas ornamentais, artesanato, entre outros. Serão 22 boxes de 90m² - um para cada município da Grande Florianópolis (Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São João Batista, São José, São Pedro de Alcântara e Tijucas). As prefeituras, através da criação de uma entidade jurídica, irão representar os agricultores de seus respectivos municípios junto ao Ceasa. Caberá também às prefeituras, com o apoio de todas as entidades envolvidas fomentar a organização, o associativismo e a capacitação dos agricultores e maricultores da região, para que sejam selecionados os melhores produtos de sua região, abrindo espaço, inclusive, para criação de marca própria para divulgar a origem do produto. Além da comercialização no atacado, os produtos poderão ser disponibilizados no varejo, numa grande feira livre a ser instituída pela Ceasa/SC.
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