Capital catarinense reúne PIB forte, emprego qualificado e o maior adensamento de empresas de TI entre as capitais

Florianópolis consolidou sua posição como a capital brasileira com maior participação da tecnologia no PIB. Segundo o Observatório de Inovação de Florianópolis, 21% de toda a riqueza gerada no município vem do setor de TI, um indicador que reforça a força do ecossistema local.

Além da relevância econômica, a cidade também se destaca no mercado de trabalho. Em 2025, Florianópolis atingiu 44,8 mil vagas formais em tecnologia, ficando em quinto lugar no país em geração de empregos do setor e alcançando faturamento de R$ 14 bilhões, com crescimento de 9,4% sobre 2024.

O levantamento mostra que o município abriga 7,4 mil empresas de tecnologia, o que o coloca como a décima maior cidade do Brasil em número de companhias do setor. Em 2025, Florianópolis ultrapassou Recife e Campinas nesse ranking e também superou capitais tradicionais como Curitiba e Porto Alegre em geração de empregos.

Outro destaque é a densidade empresarial. A cidade possui 12,6 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, a maior entre as capitais brasileiras e a segunda maior do país, atrás apenas de Barueri. O índice é quatro vezes superior à média nacional, de 3,1 empresas por mil habitantes.

A força do setor também aparece na remuneração. O salário médio dos profissionais de tecnologia em Florianópolis chegou a R$ 6.956,00, acima de áreas tradicionais como turismo e comércio. Nos últimos três anos, a renda média do setor cresceu 21%, quase o dobro da média da cidade.

Hoje, a tecnologia já representa 13% dos empregos formais do município, à frente do comércio e atrás apenas da administração pública. A estrutura das empresas mostra predominância de micro e pequenos negócios, mas também revela uma base crescente de companhias com faturamento mais alto, o que indica amadurecimento do ecossistema.

A liderança não se restringe à capital. A Grande Florianópolis, que inclui municípios vizinhos, registrou faturamento de R$ 18,98 bilhões em 2025, concentrando 39,6% de toda a receita do setor de tecnologia em Santa Catarina. A região reúne 11,3 mil empresas e responde por 33,2% das companhias ativas no estado.

O crescimento foi contínuo nos últimos anos, saindo de R$ 15,6 bilhões em 2022 para R$ 18,98 bilhões em 2025. Na comparação com outros polos catarinenses, a vantagem é expressiva: o Vale do Itajaí faturou R$ 13,4 bilhões, enquanto o Norte Catarinense somou R$ 8,41 bilhões no mesmo período.

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