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Em um mercado cada vez mais disputado, não basta ter atrativos turísticos. (Fotos: CNC)
A CNC reuniu propostas para ampliar a competitividade dos destinos e fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento
Em um mercado cada vez mais disputado, não basta ter atrativos turísticos. É preciso fazer com que eles sejam conhecidos, desejados e reconhecidos pelos diferentes públicos. Nesse contexto, o marketing turístico ganha espaço como instrumento para posicionar destinos, valorizar características locais e ampliar a capacidade de atração de visitantes.
A Agenda do Sistema Comércio, elaborada no âmbito do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da CNC, reúne recomendações entregues a presidenciáveis e candidatos nas eleições de 2026. O material busca fortalecer a competitividade dos destinos, atrair investimentos e estimular o desenvolvimento econômico e social por meio do turismo.
Entre as propostas, destaca-se a elaboração de planos de marketing baseados na identidade local, nos diferenciais de cada destino e em uma comunicação coerente. A recomendação aparece em 22 unidades da Federação e reforça a necessidade de alinhar a promoção turística às características reais de cada território.
A ideia é evitar campanhas genéricas e construir narrativas capazes de apresentar o destino com mais clareza e atratividade. Para isso, o setor também aponta o avanço de ferramentas como inteligência de dados, segmentação de mercados e personalização da comunicação, recursos que ajudam a entender melhor o comportamento dos turistas.
Outro eixo importante é a diversificação e promoção dos produtos turísticos, presente em 23 UFs. A medida estimula segmentos como turismo de negócios e eventos, conhecido pela sigla MICE, além de outros nichos estratégicos. O objetivo é reduzir os efeitos da sazonalidade e distribuir melhor a movimentação turística ao longo do ano.
A proposta também ajuda a ampliar a imagem dos destinos, que passam a ser vistos não apenas por seus atrativos tradicionais, mas também por experiências ligadas à cultura, gastronomia, negócios e eventos. Essa ampliação da oferta pode aumentar o alcance das ações promocionais e atrair públicos específicos.
As recomendações mostram que o marketing não atua isoladamente. Mobilidade, conectividade aérea, segurança, qualificação profissional e infraestrutura urbana aparecem como condições essenciais para que a promoção tenha efeito concreto na experiência do visitante.
O documento também destaca a importância de conectar a agenda do turismo à economia criativa, à inovação e à internacionalização da demanda. Com isso, a estratégia busca agregar valor aos produtos turísticos e ampliar a presença dos destinos no mercado nacional e internacional.
O novo ciclo do programa Vai Turismo amplia a mobilização iniciada entre 2022 e 2026 e reúne debates para a formulação colaborativa de propostas para governos federal e estaduais. O processo incorporou dados do Painel Vai Turismo, um Banco de Boas Práticas e as prioridades definidas por lideranças do setor.
Nos estados, a construção passou por 55 oficinas, que reuniram 1.373 representantes do setor público e privado e cerca de 830 instituições. O resultado é uma agenda que conecta diferentes realidades regionais a uma visão estratégica nacional, preservando as vocações locais e fortalecendo o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro.
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