Mercado também atualizou expectativas para Selic, PIB e dólar no boletim divulgado pelo Banco Central

A estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,01% para 5% neste ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Mesmo com a revisão, a previsão continua acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Em julho, a inflação oficial perdeu força pelo quarto mês seguido e fechou em 0,07%, influenciada principalmente pela queda nos preços dos alimentos. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,44% em 12 meses, voltando para o intervalo da meta do governo.

Para conter a inflação, o Banco Central usa a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, na quarta queda consecutiva. Antes disso, a taxa permaneceu em 15% ao ano por meses, no maior nível em quase 20 anos.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de setembro. No Focus desta semana, os analistas mantiveram a expectativa de que os juros terminem 2026 em 13,75% ao ano. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções são de 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.

As instituições financeiras também ajustaram a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a expectativa segue em 1,5%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 1,96% e 2%. No segundo trimestre de 2026, o PIB avançou 0,5% frente ao trimestre anterior.

Já a previsão para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 5,20. Para o encerramento de 2027, o mercado estima a cotação em R$ 5,30. O cenário reflete um ambiente ainda sensível a fatores externos e ao comportamento dos juros, da inflação e da atividade econômica no país.

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