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Para a FIESC, a decisão do Congresso representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional. (Fotos: Freepik)
Entidade afirma que a decisão favorece importados e pode afetar empregos no país
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) criticou o fim da cobrança de imposto sobre importações de até US$ 50, aprovado na quinta-feira. Para a entidade, a medida prejudica a indústria e o comércio brasileiros, além de representar um entrave ao desenvolvimento econômico do país.
Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a decisão cria uma vantagem para produtos estrangeiros em relação aos fabricados no Brasil. Ele destaca que o industrial brasileiro enfrenta regras ambientais, trabalhistas e regulatórias, enquanto itens importados passam a ter uma carga tributária menor em comparação a muitos produtos nacionais.
A federação afirma que a mudança amplia uma assimetria já existente no mercado e reduz a competitividade de quem produz no país. Na avaliação da FIESC, o efeito tende a ser mais forte sobre micro e pequenas empresas, que têm menos margem para absorver a concorrência com o comércio internacional de baixo valor.
Estudos citados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode aumentar em 28% o número de pequenas encomendas internacionais. A entidade também estima risco para 109 mil empregos no país, com impacto relevante em setores como o têxtil.
A FIESC lamentou a aprovação da medida sem uma análise mais ampla dos efeitos econômicos e sociais. Para a federação, a decisão foi tomada em um momento inoportuno, considerando a pressão já enfrentada pela produção nacional e a necessidade de preservar empregos no Brasil.
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