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O ministro do Empreendedorismo, da MPE e EPP, Paulo Pereira, lembrou que as micro e pequenas empresas respondem por 70% dos empregos formais no país (Fotos: Divulgação Startup Summit)
Ministro também ressaltou a importância da internacionalização para ampliar a competitividade e gerar oportunidades aos pequenos negócios
O Startup Summit 2026 encerrou, em Florianópolis, uma edição marcada por recordes de público, negócios, conexões internacionais e novos indicadores que reforçam a posição de Santa Catarina como um dos principais polos de tecnologia e inovação do país.
Realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o evento reuniu 10 mil participantes presencialmente e outros 20 mil de forma on-line, no Centrosul, entre os dias 26 e 28 de agosto. Ao longo dos três dias, foram movimentados R$ 353,7 milhões em negócios.
Presente à abertura do Startup Summit, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, destacou a importância das micro e pequenas empresas para a economia brasileira. Segundo ele, o segmento responde por 70% dos empregos formais no país.
“Santa Catarina dá um exemplo ao Brasil ao unir poder público, setor produtivo, ciência e tecnologia em torno do desenvolvimento. A tecnologia e a inovação são os caminhos mais rápidos para democratizar oportunidades”, afirmou.
Para o ministro, a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento da atividade econômica e precisa estar cada vez mais acessível aos pequenos negócios. Ele defendeu a democratização dos processos de digitalização como forma de ampliar a eficiência produtiva e aproximar os empreendedores de novas ferramentas e mercados.
“A tecnologia possui um potencial transformador significativo: ela torna acessíveis soluções que anteriormente eram dispendiosas e restritas a setores específicos. Dessa forma, conseguimos incluir pequenos empreendedores e permitir que eles acessem ferramentas que antes lhes eram vedadas”, afirmou.
Paulo Pereira também destacou o caráter internacional do Startup Summit, que, segundo ele, amplia a conexão entre empreendedores brasileiros, mercados, investidores e parceiros estrangeiros. Para o ministro, a internacionalização dos pequenos negócios é uma das estratégias para ampliar a competitividade da economia brasileira.
Compras públicas
Outro tema abordado pelo ministro foi o potencial das compras públicas para fortalecer os pequenos negócios. Segundo Paulo Pereira, o poder público movimenta cerca de R$ 4,5 trilhões por ano em compras realizadas pela União, estados e municípios.
“Se direcionarmos parte desse poder de compra para os pequenos empreendedores, promoveremos uma verdadeira transformação social no Brasil”, afirmou.
O ministro citou a ampliação do programa Compras Brasil, criado para simplificar a contratação pública e facilitar o acesso de pequenos fornecedores às compras governamentais. A proposta é permitir que órgãos públicos, como escolas e hospitais, adquiram produtos e serviços diretamente de empreendedores locais.
Segundo Pereira, o sistema de compras expressas busca reduzir a burocracia e dar mais agilidade e transparência às contratações. Na avaliação do ministro, a medida beneficia tanto o poder público, com maior eficiência e melhores condições de compra, quanto a economia local, ao ampliar a participação dos pequenos negócios.
Acesso ao crédito
O acesso ao crédito foi apontado por Paulo Pereira como um dos pilares para o fortalecimento do empreendedorismo. “Não existe empreendedorismo sem crédito”, afirmou.
Segundo o ministro, os pequenos empreendedores brasileiros demonstram resiliência mesmo diante da escassez de crédito e das taxas de juros elevadas. Ele destacou iniciativas do Governo Federal que utilizam mecanismos de garantia para facilitar o acesso dos empresários aos financiamentos.
Entre os instrumentos citados está o Fundo Garantidor de Operações (FGO). A lógica, explicou, é permitir que o Estado atue como garantidor quando o empreendedor não dispõe de garantias reais ou histórico de receita suficiente para obter financiamento.
Pereira também citou o ProCred 360, linha de crédito voltada aos microempreendedores individuais (MEIs) e às microempresas. Segundo ele, os mecanismos de garantia têm ampliado a capacidade de concessão de crédito pelos bancos.
“Para cada R$ 1 investido pelo governo no FGO, geramos R$ 7 em crédito na ponta”, afirmou.
O ministro destacou ainda que os programas apresentam índices de inadimplência inferiores aos registrados no mercado tradicional e afirmou que o governo pretende continuar utilizando mecanismos de garantia e crédito como instrumentos de estímulo ao desenvolvimento dos pequenos negócios.
Para Pereira, a combinação entre acesso à tecnologia, compras públicas, internacionalização e crédito pode ampliar a competitividade dos empreendedores e contribuir para um novo ciclo de desenvolvimento econômico.
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Ministro Paulo Pereira falou à imprensa durante o Startup Summit 2026 (Jornalismo Adjori/SC)
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