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Líderes empresariais indianos conheceram a estrutura do Sistema CNC-Sesc-Senac e discutiram possibilidades de aproximação entre empresas dos dois países. (Fotos: CNC)
Delegação conheceu a estrutura da Confederação e as oportunidades de cooperação entre os dois mercados
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebeu, na sexta-feira (28), uma delegação de líderes empresariais da Índia que esteve em Brasília para uma agenda de aproximação com instituições brasileiras.
A visita integrou uma programação que incluiu encontros com órgãos do governo federal, ministérios e entidades de representação empresarial, em um momento de intensificação das relações econômicas entre Brasil e Índia.
Na CNC, os empresários indianos conheceram a estrutura de representação do comércio brasileiro e iniciativas nas áreas de inovação, tecnologia, qualificação profissional e desenvolvimento dos setores de bens, serviços e turismo. O encontro também abriu espaço para a apresentação de interesses e áreas de atuação das empresas indianas.
A agenda reforçou o papel da CNC como representante do setor terciário brasileiro e como interlocutora do empresariado nacional em discussões e oportunidades de caráter internacional.
CNC apresenta estrutura do Sistema CNC-Sesc-Senac
A programação teve início com uma apresentação do gerente da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC, Sérgio Henrique, que detalhou a estrutura do Sistema CNC-Sesc-Senac e a atuação da Confederação na representação dos setores de comércio de bens, serviços e turismo.
Sérgio destacou a abrangência e a capilaridade das entidades que integram o Sistema e explicou como a CNC, em parceria com as Federações do Comércio e os Sindicatos Empresariais, atua na representação e no fortalecimento dos segmentos que compõem o setor terciário brasileiro. Também foram apresentadas as principais frentes de atuação do Sesc e do Senac.
Criado em 1946, o Sesc desenvolve ações nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Lazer e Assistência, com presença em todo o território nacional. O Senac, por sua vez, é voltado à educação profissional e à preparação de trabalhadores para o mercado, especialmente para atividades ligadas ao comércio de bens, serviços e turismo.
Em 2025, o Senac registrou mais de 2,3 milhões de atendimentos em 2.241 municípios brasileiros. “O Sistema CNC-Sesc-Senac é uma demonstração de como a representação empresarial pode se transformar em uma estrutura permanente de desenvolvimento. A CNC representa o setor empresarial, enquanto Sesc e Senac atuam diretamente na formação das pessoas, na promoção do bem-estar e na preparação dos profissionais para as necessidades do mercado”, explicou Sérgio.
Na sequência, a especialista em Relações Internacionais da AGR, Rafaela Souza, apresentou um panorama das relações econômicas entre Brasil e Índia e das oportunidades para ampliar a cooperação entre os setores privados dos dois países.
Tecnologia e inovação estiveram entre os principais pontos abordados. Segundo Rafaela, as características das duas economias criam possibilidades que vão além do comércio de bens, envolvendo também investimentos, serviços, parcerias tecnológicas e cadeias de valor.
“Para nós, na CNC, serviços e tecnologia talvez sejam uma das áreas mais promissoras para os dois países. As capacidades da Índia em tecnologia da informação, software, telecomunicações, inteligência artificial e serviços empresariais são altamente complementares à crescente demanda brasileira por transformação digital”, afirmou.
De acordo com a especialista, Brasil e Índia apresentam competências que podem se complementar em diferentes setores. O Brasil possui vantagens competitivas em áreas como agronegócio, alimentos, energia, biocombustíveis, mineração e celulose, enquanto a Índia se destaca em segmentos como tecnologia da informação, serviços digitais, indústria farmacêutica, química, engenharia e produtos automotivos.
Rafaela apontou três áreas com potencial de aproximação entre os mercados: comércio e distribuição; serviços e tecnologia; e turismo. No campo tecnológico, as oportunidades incluem inteligência artificial, comércio eletrônico, cibersegurança, logística, fintechs e soluções digitais voltadas ao varejo e ao setor de serviços.
Tecnologia pode aproximar empresas brasileiras e indianas
A agenda também apresentou aos empresários indianos o Tech Day, iniciativa da CNC que reúne empresários, empresas de tecnologia, inovadores e tomadores de decisão para discutir tendências e soluções que estão transformando os setores de comércio e serviços.
A Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação (Diti) da CNC também participou do encontro. Na ocasião, o então diretor Maurício Ogawa, acompanhado de sua equipe, apresentou iniciativas da Confederação relacionadas à tecnologia e à inovação e compartilhou casos de sucesso desenvolvidos pela instituição.
A participação da Diti permitiu mostrar aos visitantes uma das frentes estratégicas da CNC e reforçou o potencial de intercâmbio entre empresas brasileiras e indianas em áreas relacionadas à transformação digital.
Entre os temas com possibilidade de cooperação estão inteligência artificial, tecnologia para o varejo, comércio eletrônico, cibersegurança e novos modelos de negócios. O Tech Day também foi apresentado como uma possível plataforma para estimular o contato entre empresas dos dois países e criar oportunidades de parcerias e troca de conhecimento.
Ao final do encontro, a agenda reforçou a importância de ampliar o conhecimento mútuo entre os ambientes empresariais brasileiro e indiano. A presença da delegação na CNC, em meio a uma programação que incluiu reuniões com instituições públicas e privadas, demonstra o interesse crescente em conhecer a estrutura empresarial brasileira e identificar oportunidades de cooperação.
Brasil e Índia possuem grandes mercados consumidores e competências complementares em diferentes áreas da economia. Nesse cenário, o fortalecimento do diálogo entre os setores privados pode contribuir para ampliar o comércio, os investimentos, a cooperação tecnológica e a prestação de serviços entre os dois países.
Para a CNC, a aproximação também representa uma oportunidade de ampliar a inserção internacional do empresariado brasileiro e criar novas conexões com empresas e instituições de um dos mercados mais relevantes da economia mundial.
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A apresentação permitiu à delegação conhecer uma das principais estruturas de representação empresarial do País e o alcance das instituições que integram o Sistema. (CNC)
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