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Seminário envolveu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os efeitos do mercado ilegal na competitividade, arrecadação e segurança pública (Fotos: Divulgação)
Evento reuniu autoridades, especialistas e entidades do comércio para discutir contrabando, fraudes e formas de enfrentar redes criminosas
Os impactos da economia ilegal sobre empresas, consumidores e poder público estiveram no centro do seminário “Mercado Ilegal: Como a economia ilegal afeta você?”, realizado na quinta-feira (27), em Brasília. O encontro reuniu representantes dos setores público e privado para discutir os desafios no combate ao contrabando, à pirataria, à falsificação e a outras práticas ilícitas que prejudicam o ambiente de negócios.
A CNC acompanhou as discussões por meio da Diretoria de Relações Institucionais e Governamentais. A Fecomércio-RJ também participou da programação, que contou com autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo.
Promovido por O Globo, Valor Econômico, Extra e Rádio CBN, o seminário foi dividido em cinco painéis temáticos. Os debates trataram desde contrabando e descaminho até os desafios regulatórios e legislativos ligados ao enfrentamento da economia ilegal no país.
No primeiro painel, o avanço do mercado ilegal e sua conexão com o crime organizado foi apontado como uma preocupação crescente. Também foram discutidos prejuízos para setores produtivos, perdas na arrecadação tributária e a necessidade de maior integração entre órgãos públicos e iniciativa privada para fortalecer o controle nas fronteiras.
Outro destaque foi o debate sobre fraudes no setor de combustíveis, com foco em adulteração, evasão fiscal e atuação de organizações criminosas ao longo da cadeia produtiva. Os participantes defenderam o aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e a cooperação entre Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministérios Públicos.
As discussões também alcançaram a falsificação e a adulteração de produtos, especialmente no mercado de bebidas, além da pirataria de serviços e das redes clandestinas. Entre os temas tratados estiveram o uso irregular de TV Boxes, furto de energia e água e a exploração ilegal de serviços essenciais, práticas que afetam empresas, consumidores e a segurança pública.
No encerramento, especialistas e representantes de órgãos públicos discutiram o arcabouço jurídico para o enfrentamento do crime organizado. O painel ressaltou a importância do rastreamento e da recuperação de ativos, do aprimoramento da fiscalização e da atuação coordenada entre União, Estados e Municípios para desarticular estruturas financeiras ligadas à ilegalidade.
Para a CNC, a participação no seminário reforça o compromisso do Sistema Comércio com iniciativas voltadas à redução dos impactos da economia ilegal no setor produtivo. Segundo o assessor Heitor Cintra, políticas públicas integradas são essenciais para fortalecer a fiscalização, ampliar a segurança jurídica e garantir um ambiente de negócios mais competitivo para as empresas que atuam dentro da legalidade.
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