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Para o ministro, esta PEC visa à valorização do trabalho, representando uma forma indireta de elevar a renda dos trabalhadores (Fotos: Jornalismo Adjori/SC)
Paulo Henrique Rodrigues Pereira afirma que medida poderá elevar custos com mão de obra, mas avalia que efeitos sociais e econômicos serão positivos
À frente do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte desde abril, Paulo Henrique Rodrigues Pereira participou da abertura do Startup Summit 2026, nesta quarta-feira (26), no Centrosul, em Florianópolis.
Considerado o maior evento de inovação e startups da América Latina, o encontro segue até sexta-feira (28), reunindo mais de 10 mil participantes presenciais.
Realizado pelo Sebrae, em parceria com a ACATE, o evento reúne representantes do ecossistema brasileiro de tecnologia em uma programação voltada à inovação e ao empreendedorismo.
Em entrevista à imprensa, o ministro defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho sem redução salarial, em tramitação no Senado e já aprovada na Câmara dos Deputados.
Questionado sobre os possíveis impactos da medida nos pequenos negócios, especialmente em relação ao aumento dos custos operacionais, Pereira estimou um acréscimo de 7% a 8% nas despesas com mão de obra.
Segundo o ministro, porém, a redução da jornada representa uma valorização do trabalho e poderá gerar efeitos positivos nos âmbitos social e econômico. Ele citou como benefícios o maior tempo para convivência familiar, saúde, educação e cuidados com os filhos. Na economia, avaliou que a ampliação do tempo disponível poderá estimular negócios ligados ao lazer, alimentação, entretenimento e serviços de saúde.
Medidas para os pequenos negócios
Pereira destacou medidas que, segundo ele, podem reduzir os impactos da mudança para os pequenos negócios, como a proposta de elevação do teto anual do MEI, de R$ 81 mil para R$ 144 mil, e a ampliação da possibilidade de contratação de um segundo funcionário.
O ministro avaliou que o aumento de custos estimado é moderado e poderá ser absorvido pelas empresas. Também citou mudanças históricas na legislação trabalhista, como a ampliação de direitos prevista na Constituição de 1988, a licença-maternidade, o 13º salário e as férias. Para ele, os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade permitem que parte desses ganhos seja revertida em qualidade de vida para os trabalhadores.
Diálogo com empresários
Embora o setor produtivo manifeste cautela e defenda um debate mais aprofundado sobre a PEC, Pereira considera a proposta positiva. Segundo ele, o governo mantém diálogo com o empresariado e tem adotado medidas de apoio, como linhas de crédito para a indústria e o agronegócio.
“O equilíbrio entre os interesses dos trabalhadores e do setor produtivo é fundamental para que o país continue a crescer de forma sustentável e equitativa”, afirmou.
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Paulo Pereira destaca que, historicamente, o Brasil superou todas as grandes mudanças nos direitos trabalhistas (Jornalismo Adjori/SC)
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O ministro Paulo Pereira concedeu entrevista ao grupo NSC (Divulgação)
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O presidente da Adjori/SC e da Adjori Brasil, José Roberto Deschamps, com o ministro Paulo Pereira (Divulgação)
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Paulo Henrique Rodrigues Pereira participou da abertura do Startup Summit 2026, nesta quarta-feira, 26 de agosto (Jornalismo Adjori/SC)
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