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Os encontros contaram com embaixadores e autoridades da Turquia, Noruega, México, Alemanha e Moçambique e priorizaram parcerias em setores como o de alta tecnologia, defesa e sustentabilidade. (Fotos: Shutterstock)
Ricardo Alban reuniu-se com representantes de cinco países para discutir comércio, investimentos e cooperação em setores estratégicos
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, realizou, nas últimas semanas, uma série de reuniões com autoridades e representantes diplomáticos de diferentes países para estreitar relações comerciais e ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional.
Os encontros envolveram representantes da Turquia, Noruega, México, Alemanha e Moçambique e abordaram oportunidades de comércio, investimentos, inovação e cooperação em áreas estratégicas, como alta tecnologia, defesa, transição energética e sustentabilidade.
Para Alban, a participação do setor produtivo no diálogo internacional é fundamental para identificar novas oportunidades, ampliar mercados e fortalecer parcerias capazes de gerar investimentos e aumentar a competitividade da indústria brasileira.
“A participação do setor produtivo nessas conversas é fundamental para identificar oportunidades, abrir novos mercados e fortalecer parcerias que trazem investimentos, tecnologia e mais competitividade para a indústria brasileira. É uma estratégia importante para ampliar nossa inserção internacional e reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais”, afirma.
Turquia: energia, defesa e hidrogênio verde
Em reunião com o embaixador da Turquia, Halil brahim Akça, foram discutidas possibilidades de cooperação em áreas como energia e defesa, com destaque para projetos relacionados ao hidrogênio verde e à eletrificação industrial.
Também esteve em pauta a realização de reuniões entre representantes da CNI e integrantes do Conselho de Relações Econômicas Exteriores da Turquia durante a COP31.
Atualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 2,79 bilhões para a Turquia.
Noruega: transição energética e acordo Mercosul-EFTA
Com o embaixador brasileiro na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos, Alban discutiu a implementação do acordo Mercosul-EFTA, que prevê a eliminação de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre os países integrantes do bloco europeu e do Mercosul. O acordo foi formalmente assinado em setembro do ano passado.
A Noruega possui atualmente cerca de 300 empresas em operação no Brasil, com aproximadamente US$ 14 bilhões em investimentos e mais de 120 mil empregos gerados.
Durante a conversa, Alban também destacou o potencial de atração de investimentos noruegueses para projetos relacionados à transição energética brasileira.
México: comércio bilateral e novas oportunidades
A ampliação do comércio bilateral foi o principal tema da reunião com o embaixador do México, García de Alba Zepeda.
O encontro também tratou do planejamento de uma nova missão empresarial em 2027, com foco na abertura de mercados e na aproximação entre empresas dos dois países.
Alban apresentou ainda iniciativas do SENAI relacionadas à produção de etanol a partir do agave, destacando o potencial de cooperação tecnológica com o México.
Atualmente, o México investe cerca de US$ 20 bilhões no Brasil, enquanto as exportações brasileiras para o país somam aproximadamente US$ 7,5 bilhões.
Moçambique: oportunidades para empresas brasileiras
Com o embaixador de Moçambique, Alexandre Herculano Manjate, o presidente da CNI discutiu possibilidades de ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado moçambicano.
Alban se colocou à disposição para contribuir com a articulação necessária à atração de investimentos brasileiros para o país, especialmente nos setores farmacêutico e agroindustrial.
A aproximação busca identificar oportunidades de negócios e ampliar a cooperação entre os setores produtivos dos dois países.
Alemanha: descarbonização e tributação
A agenda internacional também incluiu uma reunião com o secretário de Estado do Ministério Federal das Finanças da Alemanha, Björn Böhning.
As conversas trataram de mecanismos de cooperação entre governos e setor privado para ampliar o reconhecimento do etanol e do biodiesel brasileiros nas metas de descarbonização da Alemanha.
A CNI também reforçou o interesse em acelerar a negociação de um acordo para evitar a bitributação entre Brasil e Alemanha, medida que pode contribuir para oferecer maior segurança às relações econômicas e aos investimentos entre os dois países.
As reuniões fazem parte da estratégia da CNI de ampliar a presença da indústria brasileira no cenário global e diversificar as relações comerciais do país.
Ao aproximar o setor produtivo de governos, embaixadas e organizações empresariais estrangeiras, a agenda internacional busca criar conexões para comércio, investimentos, inovação, transferência de tecnologia e cooperação.
Para a indústria brasileira, a ampliação dessas relações representa também uma oportunidade de identificar novos mercados, fortalecer cadeias produtivas e construir parcerias em setores estratégicos para a competitividade e o desenvolvimento econômico.
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