Projeto reúne governo e setor produtivo para fortalecer a presença catarinense no comércio exterior

Santa Catarina terá uma estratégia integrada para ampliar a presença de empresas catarinenses no mercado internacional. A Rede Catarinense de Internacionalização foi anunciada na segunda-feira (10), durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM).

A proposta é reunir competências do governo e do setor produtivo em uma estratégia única, com ações planejadas até 2030, para aumentar a competitividade das empresas catarinenses e ampliar a participação do Estado no comércio exterior.

O secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, apresentou a iniciativa durante o encontro. As federações empresariais que integram o COFEM já indicaram especialistas para participar do grupo técnico responsável pela construção do plano estratégico.

A estratégia será organizada em quatro pilares:

Negócios e internacionalização;
Certificação e acesso a mercados;
Competitividade e tecnologia;
Serviços e promoção comercial.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a articulação é importante para fortalecer a presença dos produtos catarinenses no exterior. “O mercado internacional é altamente exigente, mas oferece um potencial extraordinário para os produtos catarinenses, que já possuem forte valor agregado e padrões de qualidade”, afirmou.

Durante a reunião, Paulo Bornhausen também destacou a necessidade de preparar o setor produtivo catarinense para as oportunidades decorrentes da aproximação comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Segundo o secretário, Santa Catarina tem condições de atuar como uma das principais portas de entrada da União Europeia no Mercosul. Para isso, o Estado pretende preparar setores como indústria, agronegócio e comércio para aproveitar as oportunidades comerciais e enfrentar as exigências do mercado europeu. “O trabalho articulado entre o governo do Estado e o setor produtivo é fundamental para garantir previsibilidade e competitividade para as empresas nesse cenário”, afirmou Bornhausen.

A proposta de internacionalização busca, entre outros objetivos, facilitar o acesso das empresas catarinenses a novos mercados, ampliar as exportações e melhorar as condições de competitividade dos produtos do Estado no exterior.

A infraestrutura necessária para sustentar o crescimento das exportações também foi discutida durante a reunião do COFEM. O diretor de Operações Sul da concessionária Arteris, Antonio Cesar Ribas Sass, apresentou propostas de obras de ampliação e melhorias operacionais para o trecho Norte da BR-101, uma das principais rodovias para o transporte de cargas em Santa Catarina.

A logística portuária também esteve entre os assuntos tratados. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) apresentou informações sobre o andamento dos processos relacionados à concessão do canal de acesso e ao arrendamento do terminal do Porto de Itajaí. A estrutura é considerada estratégica para o escoamento da produção industrial e agrícola catarinense e para a conexão do Estado com mercados nacionais e internacionais.

Quem participa do COFEM

O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) reúne entidades representativas de diferentes setores da economia catarinense. Integram o conselho as Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

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