Tecnologia será apresentada em congresso e mostrou resultados superiores a 90% em espécies de difícil controle

A resistência de espécies invasoras aos herbicidas se tornou um dos principais desafios técnicos para os produtores de soja no Brasil. Plantas como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, azevém, corda-de-viola, capim-colonião, caruru e capim-braquiária já estão amplamente distribuídas nas áreas agrícolas e podem causar perdas significativas quando o controle não é feito no momento certo.

Segundo especialistas, a competição começa cedo, ainda nos primeiros estágios da cultura, quando as daninhas disputam água, luz e nutrientes com a soja. Por isso, a adoção de estratégias preventivas ganhou espaço como forma de proteger o potencial produtivo da lavoura e reduzir a pressão de seleção sobre os métodos tradicionais de controle.

O uso de herbicidas pré-emergentes vem sendo incorporado com mais força ao manejo integrado de plantas daninhas. Ao atuar antes da emergência das invasoras, essa estratégia reduz a infestação inicial e ajuda a impedir que espécies agressivas se estabeleçam e dominem a área ao longo do ciclo produtivo.

Além de ampliar a eficiência do controle, essa abordagem também contribui para prolongar a vida útil das tecnologias disponíveis, já que diminui a dependência de aplicações em pós-emergência e o avanço da resistência. Para os produtores, isso representa mais previsibilidade e segurança no planejamento da safra.

Entre as soluções apresentadas para esse cenário está o YAMATO SC, herbicida pré-emergente desenvolvido pela IHARA. A tecnologia será destaque no XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, que acontece de 3 a 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo pesquisadores, especialistas e profissionais do setor.

De acordo com resultados de ensaios de campo realizados por instituições de ensino e pesquisa, o produto alcançou controle superior a 90% sobre caruru, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A empresa também destaca amplo espectro de ação, efeito residual prolongado, alta seletividade para a cultura e segurança para diferentes sistemas produtivos.

Nos testes realizados, diferentes variedades de soja foram avaliadas em diversos tipos de solo e sob condições variadas de cobertura. Segundo a IHARA, não foram observados sintomas de fitotoxicidade nem impactos negativos sobre a produtividade da soja ou das culturas em sucessão.

O efeito residual do herbicida mantém o solo protegido por mais tempo, reduzindo novos fluxos de emergência durante o desenvolvimento da cultura. Para a empresa, isso ajuda o produtor a trabalhar com maior eficiência e contribui para sistemas mais sustentáveis e rentáveis.

Especialistas reforçam que o controle eficiente depende da combinação de diferentes práticas agrícolas, como rotação de mecanismos de ação, monitoramento constante das áreas e uso de ferramentas preventivas. Nesse contexto, os pré-emergentes ocupam papel estratégico para preservar a produtividade e reduzir o avanço das plantas daninhas resistentes.

Com a evolução da resistência no campo, novas tecnologias vêm ganhando espaço na agricultura brasileira como apoio ao produtor que busca equilibrar eficiência, sustentabilidade e proteção do potencial produtivo. A tendência é que soluções como o YAMATO SC tenham papel cada vez mais importante no manejo da soja.

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