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O fortalecimento do transporte e da logística é condição indispensável para aumentar a competitividade da economia, reduzir o custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento sustentável do país. (Fotos: Agência CNT Transporte Atual)
Documento será entregue aos candidatos à Presidência com medidas para competitividade, investimentos e integração do transporte
A CNT apresentou a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, que será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates, nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília. O documento reúne sugestões construídas em conjunto com entidades do setor para enfrentar desafios centrais da infraestrutura e da logística nacionais.
A proposta parte da avaliação de que fortalecer o transporte é essencial para ampliar a competitividade da economia, reduzir o custo Brasil e apoiar o desenvolvimento sustentável. Para a entidade, o setor precisa ocupar posição estratégica na agenda pública, com planejamento de longo prazo, previsibilidade para os investimentos e políticas permanentes.
Entre os principais pontos, a CNT defende a recomposição dos investimentos públicos em infraestrutura, a aprovação da PEC nº 1/2021, a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e subsídios ao transporte público coletivo. A entidade também sugere ampliar as fontes de financiamento, com apoio do mercado de capitais, de organismos multilaterais e de operações estruturadas.
No campo institucional, o documento propõe aperfeiçoar os marcos regulatórios, ampliar a segurança jurídica e fortalecer a participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas. A CNT também quer mais integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de maior representação do transporte em colegiados estratégicos.
A publicação dedica atenção à segurança pública, com recomendações para endurecer as penas em casos de roubo de cargas e crimes contra profissionais do transporte, reforçar o policiamento ostensivo e proteger melhor a infraestrutura logística. Na visão da entidade, a proteção das operações é decisiva para garantir eficiência e reduzir perdas no sistema.
O texto ainda inclui medidas voltadas à descarbonização do transporte, como incentivo à renovação de frotas, ampliação da participação dos modos ferroviário e aquaviário e desenvolvimento de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas. No eixo do desenvolvimento humano, a CNT defende qualificação profissional, saúde e segurança dos trabalhadores, além da preservação do modelo de atuação do SEST SENAT.
Segundo a CNT, a publicação foi elaborada para contribuir com a construção de uma política de Estado para o transporte, baseada em continuidade administrativa e investimentos capazes de elevar a competitividade do país. As diretrizes do documento são complementadas pelo Plano CNT de Transporte e Logística 2026, que reúne projetos prioritários para superar gargalos e orientar os investimentos necessários ao desenvolvimento nacional.
A relevância do setor também aparece nos números: a CNT representa mais de 198 mil empresas de transporte, presentes em 98,1% dos municípios brasileiros, e responsáveis por mais de 2,9 milhões de empregos formais. Para a entidade, a escala econômica do transporte reforça a necessidade de decisões estruturantes para o futuro da infraestrutura brasileira.
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