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Indicador divulgado na quarta (29) recuou 0,8% no mês, mas segue em patamar considerado otimista, sustentado por expectativas de melhora da economia. (Fotos: Banco de imagens)
Inflação e incertezas econômicas pesam sobre o comércio, que reduziu investimentos e contratações
A confiança do empresário do comércio voltou a piorar em julho, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador caiu 0,8% no mês, já descontados os efeitos sazonais, e chegou a 101,9 pontos. Na comparação com julho do ano passado, a retração foi de 2,9%, mantendo a trajetória de queda iniciada em maio.
Mesmo com os primeiros cortes na taxa Selic, o ambiente continua pressionado pela inflação e por outras incertezas macroeconômicas. Para a CNC, isso tem reduzido o otimismo dos lojistas sobre a situação atual e dificultado a retomada de decisões mais arrojadas no setor.
O principal fator para a queda do Icec foi o componente de condições atuais, que registrou o terceiro mês seguido de recuo, com baixa de 2,7%. A avaliação dos empresários sobre o momento da economia desabou 4% no mês, reforçando um cenário de maior cautela no curto prazo.
Expansões perdem fôlego
Com isso, os planos de expansão também perderam fôlego. O índice de intenções de investimentos, que havia tido resultado positivo em junho, caiu 0,6% em julho e 1,1% no acumulado do ano. A intenção de contratar funcionários teve nova retração, de 1,7% na comparação anual, marcando a terceira queda seguida e indicando uma postura mais defensiva do varejo.
Apesar do quadro negativo no presente, o horizonte de curto prazo trouxe uma pequena melhora nas expectativas. O indicador de expectativas foi o único a avançar no mês, com alta de 0,3%, impulsionado por resultados positivos em seus itens internos.
Segundo a pesquisa, 58,7% dos empresários ainda esperam melhora da economia nos próximos meses. O percentual é o maior desde abril e sugere que, embora o setor siga pressionado, parte do varejo ainda aposta em uma recuperação gradual do ambiente de negócios.
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