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Em reunião estratégica promovida pela OIE e pelo CEIB, o presidente José Roberto Tadros levou a voz do empresariado brasileiro ao debate global sobre competitividade e desenvolvimento econômico. (Fotos: CNC)
José Roberto Tadros representou o empresariado brasileiro em encontro virtual com líderes de 22 países
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, representou o empresariado brasileiro na Reunião Estratégica Virtual de Presidentes das Organizações Empresariais Ibero-Americanas na terça-feira (28). Promovido pela Organização Internacional dos Empregadores (OIE) e pelo Conselho Empresarial Ibero-Americano (Ceib), o encontro reuniu lideranças de 25 entidades do setor produtivo de 22 países.
A iniciativa teve como objetivo consolidar um posicionamento unificado do setor privado em preparação para a 30ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, marcada para novembro, em Madri, na Espanha. A articulação buscou alinhar prioridades empresariais diante de um cenário internacional de mudanças econômicas e regulatórias.
Em meio à volatilidade do preço do petróleo e aos avanços operacionais do acordo entre Mercosul e União Europeia, a CNC levou à mesa internacional temas considerados vitais para a economia brasileira. Entre eles, a defesa da isonomia tributária no comércio eletrônico internacional, em sintonia com movimentos da própria União Europeia para tributar pequenas encomendas diretas e coibir a concorrência desleal.
Também entraram na agenda o combate à insegurança jurídica e a necessidade de atrair capital produtivo estrangeiro. Para a entidade, regras mais previsíveis e um ambiente regulatório mais equilibrado são fundamentais para ampliar a competitividade das empresas brasileiras no mercado global.
José Roberto Tadros afirmou que a presença da CNC no encontro reforça o protagonismo do setor terciário brasileiro na diplomacia corporativa internacional. Segundo ele, a união entre as entidades empresariais é essencial para enfrentar gargalos regulatórios, corrigir assimetrias fiscais e proteger empregos.
As diretrizes debatidas nesta terça-feira integrarão a carta de recomendações que o Ceib e a OIE entregarão oficialmente aos presidentes e chefes de Estado durante o XIV Encontro Empresarial Ibero-Americano. Fundado em 2015, o Ceib articula forças produtivas da Península Ibérica e da América Latina e mantém interlocução com organismos como ONU, OCDE e BID.
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