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O combate ao Custo Brasil é uma das principais pautas da CNI quando o assunto é competitividade e fortalecimento da base produtiva do país. (Fotos: Gilberto Sousa / CNI)
Agenda apresentada em Brasília reúne críticas, novas metas do governo e resultados de programas voltados à produtividade industrial
O combate ao Custo Brasil é uma das prioridades da Confederação Nacional da Indústria quando o tema é competitividade e fortalecimento da base produtiva do país. Segundo a entidade, o peso anual dessa pauta chega a R$ 1,7 trilhão, valor que corresponde a 20% do PIB brasileiro.
Para o presidente do Copin, Léo de Castro, a mitigação desses entraves precisa avançar com urgência para destravar o desenvolvimento industrial e impulsionar o crescimento econômico. Ele afirmou que, além de concluir projetos, é necessário garantir efeitos concretos para empresas e consumidores.
Na avaliação da CNI, alguns pontos seguem centrais na agenda de competitividade, como a regulamentação da Reforma Tributária e melhorias no ambiente regulatório do setor elétrico. Léo de Castro destacou que a Lei 15.269/2025 trouxe avanços, mas ainda há necessidade de reduzir encargos ligados à conta de desenvolvimento energético.
A entidade também reforçou que o combate ao Custo Brasil pode reduzir o preço dos produtos consumidos no país, com impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida da população. Por isso, o tema foi tratado como estratégico para toda a economia, e não apenas para a indústria.
O secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, apresentou a nova agenda de mitigação do Custo Brasil, chamada Brasil mais Competitivo. Lançado em junho, o programa reduziu de 41 para 24 projetos e tem meta de gerar economia de R$ 341,6 bilhões.
Segundo o secretário, a nova fase incorporou sugestões da própria CNI, com foco nas demandas mais relevantes do setor produtivo. Entre os próximos passos estão o monitoramento dos resultados, a articulação entre órgãos e entidades e o diálogo contínuo com empresas e reguladores.
Na mesma reunião, o MDIC também apresentou o programa Brasil mais Simples, criado para reduzir burocracia, integrar sistemas públicos e cortar custos operacionais das empresas. A iniciativa busca facilitar a rotina do setor produtivo e melhorar o ambiente de negócios no país.
O encontro ainda trouxe dados do Brasil mais Produtivo, programa voltado a micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa já registrou aumento médio de 29,6% na produtividade, redução média de 18,9% no consumo energético e mais de R$ 199 milhões em financiamentos para digitalização industrial.
Com meta de impactar 200 mil empresas, o programa integra a política Nova Indústria Brasil e aposta em soluções que vão da otimização de processos ao uso de tecnologias 4.0. Para a CNI e o governo, a combinação de desburocratização, inovação e coordenação institucional é chave para reduzir o peso do Custo Brasil.
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