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Radar da Indústria traz avaliação sobre os impactos da nova resolução do governo que amplia a aplicação das margens de preferência para segmentos industriais, o documento ainda apresenta novidades da NIB. (Fotos: Shutterstock)
Boletim da CNI reúne medidas recentes que podem ampliar o mercado para empresas brasileiras e acelerar a Nova Indústria Brasil
A 6ª edição do boletim Radar da Indústria, da CNI, destaca uma medida do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos que amplia a cobertura das margens de preferência nas compras governamentais. A regra permite que o Estado priorize produtos fabricados no Brasil mesmo quando o item nacional seja até 10% mais caro do que o importado.
Com a Resolução SEGES-CICS/MGI nº 9, de 30 de junho de 2026, a vantagem passou a valer para todos os produtos credenciados no catálogo CFI-Finame do BNDES. Isso inclui máquinas, equipamentos, veículos e sistemas industriais que cumpram requisitos mínimos de conteúdo produzido no país.
O boletim também traz atualização sobre os recursos da Nova Indústria Brasil. O Plano Mais Produção, principal instrumento de financiamento da política, recebeu um novo aporte de R$ 140 bilhões, elevando o total mobilizado para R$ 750 bilhões até o fim de 2026.
Segundo a CNI, os recursos do BNDES e da Finep estão concentrados em áreas consideradas estratégicas, como inovação, inteligência artificial, mobilidade sustentável, bioeconomia, minerais críticos e saúde. A entidade alerta, porém, que o impacto da política dependerá da execução efetiva, da estabilidade dos mecanismos de financiamento e da coordenação entre os diferentes atores públicos.
Marco Legal
Outro destaque é o avanço do Marco Legal da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, aprovado na Câmara dos Deputados e agora em análise no Senado. O texto prevê que cada governo apresente uma política industrial com objetivos, metas e indicadores mensuráveis, buscando reduzir descontinuidades históricas na área.
A CNI também entregou aos pré-candidatos à Presidência o documento “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”, com propostas para destravar o crescimento do país. Entre elas, estão o uso das compras públicas como instrumento de desenvolvimento, a adoção de políticas por missões para cadeias estratégicas e a consolidação da política industrial como política de Estado.
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