Entidade diz que a medida reduz competitividade, ameaça exportações e pode afetar empregos em Santa Catarina

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) demonstrou preocupação com a nova sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a produtos do Brasil e de outros 59 países. Para a entidade, a medida agrava a perda de competitividade da indústria brasileira no mercado americano, especialmente em relação a concorrentes que produzem dentro dos próprios Estados Unidos.

Segundo a FIESC, a combinação das tarifas anteriores com a nova alíquota pode elevar em até 2,5 pontos percentuais a desvantagem do produto brasileiro. O presidente da entidade, Gilberto Seleme, defende que o momento exige negociação objetiva e forte atuação diplomática do governo brasileiro para evitar maiores danos ao setor produtivo.

A entidade lembra que os efeitos do chamado “Segundo Tarifaço”, em vigor desde o dia 22, podem repetir o cenário de 2025, quando as exportações catarinenses aos EUA recuaram 38,2% e cerca de 7,6 mil postos de trabalho deixaram de ser gerados. Agora, as tarifas atingem 54,5% do valor exportado por Santa Catarina para o mercado americano.

Além disso, 40,3% do total exportado pelo estado aos Estados Unidos já está sendo tarifado sob a seção 232. O maior impacto se concentra em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que já enfrentam desafios históricos de desenvolvimento econômico.

Desde o primeiro aumento de tarifas, a FIESC intensificou ações para ajudar as indústrias a buscar novos mercados. Mais de 500 empresas já foram atendidas nesse processo, com orientação voltada à diversificação das exportações e à redução da dependência do mercado americano.

Agora, a entidade prepara a segunda fase do Programa Destarifaço, que deve reforçar o suporte às companhias afetadas pelo novo cenário comercial. A FIESC seguirá articulando ações com o governo estadual, o governo federal, o setor produtivo e a diplomacia empresarial para preservar a competitividade da indústria catarinense e proteger empregos no estado.

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