A alimentação segue como principal despesa da atividade, enquanto a avicultura de corte registrou alta no Paraná

Santa Catarina, principal estado produtor e exportador de carne suína do Brasil, teve redução no custo de produção de suínos em junho. Segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), o valor do quilo do suíno vivo caiu de R$ 6,23 para R$ 6,21, uma retração de 0,36% em relação a maio.

Com isso, o Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) fechou o mês em 355,05 pontos. No acumulado de 2026, a queda chega a 4,22%, enquanto nos últimos 12 meses o recuo é de 0,74%, reforçando um ambiente um pouco mais favorável para os produtores catarinenses.

Apesar da redução no custo total, a alimentação continua sendo o maior peso da suinocultura. Em junho, a ração respondeu por 72,6% das despesas da atividade. O item teve queda de 0,14% no mês e acumula baixa de 2,97% no primeiro semestre de 2026.

A estabilidade dos preços do milho e do farelo de soja, insumos centrais da formulação da ração, ajudou a aliviar a pressão sobre a cadeia produtiva. Esse comportamento é acompanhado de perto por produtores e cooperativas, já que pequenas variações nesses componentes impactam diretamente a rentabilidade das granjas.

Além de liderar a produção brasileira, Santa Catarina concentra um dos maiores plantéis de suínos do país e responde pela maior parte das exportações nacionais da proteína. Por isso, o estado é utilizado como base para o cálculo do índice da CIAS, servindo como referência importante para o mercado.

Essa condição torna a oscilação dos custos catarinenses especialmente relevante para a agroindústria e para o planejamento do setor em âmbito nacional. Em um mercado volátil, qualquer mudança na estrutura de custos afeta decisões de produção, abate e comercialização.

Enquanto a suinocultura catarinense teve queda, a avicultura de corte registrou aumento nos custos no Paraná, principal estado produtor de frango do país. Em junho, o custo de produção subiu 0,55%, chegando a R$ 4,71 por quilo, e o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) alcançou 364,12 pontos.

No acumulado do ano, a alta é de 1,09%, embora na comparação com junho de 2025 o indicador ainda apresente leve queda de 0,35%. A dinâmica mostra que, mesmo com algum alívio na alimentação, outros fatores seguem pressionando o resultado final da atividade.

Na avicultura, a ração representa 62,34% do custo total e caiu 0,55% em junho. Mesmo assim, o aumento no preço dos pintainhos de um dia pesou mais sobre a formação do custo. Esse item corresponde a 19,83% das despesas e avançou 4,53% no mês, além de acumular alta de 10,82% em 12 meses.

O resultado mostra que a redução em um insumo não foi suficiente para compensar o encarecimento de outro componente essencial da cadeia. Por isso, o custo final da produção avícola acabou subindo no mês analisado.

Os dados da CIAS são usados como ferramenta de planejamento por produtores, cooperativas e agroindústrias, especialmente em um cenário de volatilidade dos preços dos insumos e de oscilações no mercado internacional. Para o segundo semestre de 2026, a atenção continua voltada para milho, farelo de soja e demais componentes da produção.

Em Santa Catarina, a redução dos custos é vista como positiva para manter a competitividade das granjas e da indústria frigorífica. Ainda assim, o setor segue monitorando as variações do mercado de grãos, que podem alterar novamente o cenário nos próximos meses.

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